Bill Gates Não Vai Nos Salvar [E Nem Elon Musk]

Quando se trata de tecnologia verde, apenas o Estado pode fazer o que o Vale do Silício não pode.

por Ben Tarnoff, na Revista Jacobin, Agosto de 2017

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O Vale do Silício [1] se orgulha de resolver problemas. Quer se trate de colonizar Marte ou encontrar uma vaga de estacionamento em São Francisco, a indústria da tecnologia promete lidar com os maiores desafios da humanidade. No entanto, no desafio mais urgente de todos – como parar as mudanças climáticas antes que elas tornem grandes porções do planeta inabitáveis – seus progressos têm sido quase invisíveis.

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Planejando o Bom Antropoceno

O mercado está nos levando cegamente a uma calamidade climática – o planejamento democrático é uma saída.

por Leigh Phillips e Michal Rozworski, na Revista Jacobin, Agosto de 2017

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Ilustração por Sergio Membrillas

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Socialismo Como Futuro Automatizado e Igualitário em Resposta à Crise Ambiental

[Se os avanços tecnológicos da Quarta Revolução Industrial (em campos como Inteligência Artificial, Robótica avançada, fabricação aditiva, etc) forem o suficiente para automatizarmos a maior parte dos empregos, reduzindo a um mínimo a necessidade de trabalho humano, a produção de mercadorias através de trabalho assalariado estará superada – e, portanto, também o capitalismo. Se isso for alcançado em uma sociedade mais igualitária, democrática, sustentável e racional, ainda assim é possível que teremos de nos organizar para lidar com o estrago deixado no planeta pelo sistema capitalista, planejando, executando e administrando  projetos gigantescos de reconstrução, geo-engenharia e racionamento de recursos limitados. Em outras palavras, provavelmente ainda precisaremos de algum tipo de Estado.]

por Peter Frase, em Four Futures: Life After Capitalism [‘Quatro Futuros: Vida Após o Capitalismo’]

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Economia e Planejamento Soviéticos e as Lições na Queda

Desde os anos 90 temos sido bombardeados por relatos sobre como a queda da União Soviética seria uma prova definitiva da impossibilidade de qualquer forma de Economia Planejada racionalmente, de qualquer forma de Economia Socialista, de qualquer forma de Socialismo – e de que não existiria alternativa para organizar a produção e o consumo das sociedades humanas a não ser o Capitalismo de Livre-Mercado. Será mesmo?

por Paul Cockshott e Allin Cottrell

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Mulher apoia sua bolsa sobre monumento derrubado, 1991 | Foto: Alexander Nemenov | AFP | Getty Images


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Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância

[Um mundo em que a tecnologia tenha superado ou reduzido a um mínimo (e de forma sustentável) a necessidade de trabalho humano; em que esse potencial seja compartilhado com todos, eliminando a exploração e a alienação das relações de trabalho assalariado; onde as hierarquias derivadas do Capital tenham sido suplantadas por um modelo mais igualitário, agora capaz não só de sanar as necessidades de todos, mas de permitir o livre desenvolvimento de cada um, parece para muitos como um sonho de utopia inalcançável e ingênuo, onde não existiriam quaisquer conflitos ou hierarquias. Será mesmo?]

por Peter Frase, em Four Futures: Life After Capitalism [‘Quatro Futuros: Vida Após o Capitalismo’]

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Estátua dos 3 Ferreiros, Helsink | Foto de Rob Hunter

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ABCs do Socialismo

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[Nota de Tradução: Em abril de 2016 a Revista Jacobin lançou um especial introdutório à várias questões relacionadas ao Socialismo como uma resposta ao enorme crescimento do interesse por informações sobre esses temas, principalmente com a campanha presidencial de Bernie Sanders nos EUA. O livro conta com todas essas lindas ilustrações originais de Phil Wrigglesworth. O especial pode ser baixado na íntegra em inglês aqui.

Seguem abaixo os links para as traduções de todos os 13 textos do especial. Continuar lendo →

Tecnologia e Ecologia Como Apocalipse e Utopia

[Muito se tem falado sobre os impactos da Crise Climática e de novas tecnologias de Automação de postos de trabalho para o nosso futuro em comum. Como as relações de propriedade e produção capitalistas e a Política, especificamente a Luta de Classes, se encaixam neste quadro? Será que a possibilidade de automação quase generalizada seria o bastante para garantir que ela ocorrerá? Qual seria o impacto dela sobre as condições de vida das pessoas? Com base nesses elementos, que tipo de cenários podemos esperar à partir do fim do Capitalismo?]

por Peter Frase, em Four Futures: Life After Capitalism [‘Quatro Futuros: Vida Após o Capitalismo’]

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fonte: nastassiaxv.tumblr.com/post/4130548142

[Nota do MinhocárioEste texto é a introdução do livro ‘Four Futures: Life After Capitalism’ (‘Quatro Futuros: Vida Após o Capitalismo’’), de Peter Frase, lançado em 2016. O livro é uma expansão das ideias contidas no artigo original, de 2011, ‘Quatro Futuros’. As ideias são basicamente as mesmas, mas o livro avança e se aprofunda em várias questões que o texto original apenas tocava ou nem mesmo isso. Vale a pena ler ambos. O capítulo do livro sobre ‘Comunismo, Igualdade e Abundância’ pode ser lido em ‘Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância‘; o capítulo sobre ‘Socialismo, Igualdade e Escassez’ pode ser lido em ‘Socialismo Como Futuro Automatizado em Resposta à Crise Ambiental‘]

Dois espectros assombram a Terra no século XXI: os espectros da catástrofe ecológica e da automação. Continuar lendo

Socialismo, Mercado, Planejamento e Democracia

O socialismo promete a emancipação humana, com o alargamento da democracia e da racionalidade para a produção e distribuição de bens e serviços e o uso da tecnologia acumulada pela humanidade para a redução a um mínimo do trabalho necessário por cada pessoa, liberando seu tempo para o seu livre desenvolvimento. Como organizar uma economia socialista para realizar essas promessas?

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O texto a seguir apresenta um debate sobre a organização da economia num futuro socialista, analisando os problemas das experiências soviéticas e do Leste Europeu e apresentando argumentos e críticas de propostas alternativas. Está dividido em três partes:

Parte I. O texto “O Vermelho e o Preto”, de Seth Ackerman, publicado pela revista Jacobin, que apresenta uma crítica do modelo de Economia Participativa; um relato histórico sobre o modelo de Planejamento Centralizado adotado pelas experiências soviéticas e do Leste Europeu, desmontando alguns mitos sobre seu insucesso mesmo em termos da teoria econômica dominante; e uma proposta de alternativa baseada num Socialismo de Mercado com bancos correntistas e bancos de investimento socializados.

Parte II. Alguns textos publicados como respostas críticas ao texto de Ackerman, analisando pontos positivos e limitações de sua crítica e de suas propostas, além de considerar alternativas, principalmente sobre as possibilidades de um Planejamento Democrático em algum nível.

Parte III. Um trecho de uma intervenção do coletivo Libcom em um debate com defensores do modelo de Economia Participativa em que defendem um modelo baseado na Subversão das Cadeias Logísticas, mostrando que a discussão sobre modelos de organização da economia socialista não se esgota em Socialismo de Mercado x Planejamento Democrático x Economia Participativa, que existe espaço para outras ideias muito interessantes.

Esse debate se conecta com questões discutidas em outras postagens como ‘Votando Sob o Socialismo’, ‘Socialismo Como Futuro Automatizado e Igualitário em Resposta à Crise Ambiental‘, , ‘Bancos, Finanças, Socialismo e Democracia‘, ‘Democratizar Isso‘ e ‘Economia e Planejamento Soviéticos e as Lições na Queda‘.

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Lingerie Egípcia e o Futuro Robô

O pânico sobre automação erra o alvo – o verdadeiro problema é que os próprios trabalhadores são tratados feito máquinas.

por Peter Frase, na Revista Jacobin, agosto de 2015

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Uma trabalhadora de fábrica opera os fusos na Companhia Têxtil Tan Dong na Cidade de Ho Chi Minh, Vietnã. | Foto: Eric Wolfe / Flickr

A edição atual da revista New Yorker apresenta um texto sobre o estranho fenômeno dos comerciantes chineses de lingerie no Egito. [1] Estes imigrantes empreendedores são encontrados por todo lado nos distritos pobres e conservadores do alto Egito, onde entregam trajes sexy às pías mulheres muçulmanas da região.

Os detalhes culturais e geopolíticos da história são interessantes por um número de razões, mas eu fui atingido em particular por uma ressonância com alguns debates que recentemente foram reacesos sobre trabalho e automação, por razões às quais vou retornar abaixo.

“Os robôs vão tomar nossos empregos” é um perpétuo da economia política popular. Típico da última colheita é um artigo de Derek Thompson no Atlantic, que especula sobre um “Mundo Sem Trabalho” [2] no rastro da adoção em massa de robotização e informatização. Paul Mason oferece uma rendição política mais esquerdista de temas similares. [3] Continuar lendo

Automação e o ‘Fim do Trabalho’ na Mídia Internacional Dominante

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“No ano 2000” | Ilustração: Jean-Marc Côté

[Nota de tradução: Este post apresenta alguns textos sobre o potencial para a Automação de Empregos através de avanços recentes em tecnologias como Robótica e Inteligência Artificial, para mostrar como grandes veículos da mídia internacional (de Direita) estão tratando do assunto e as transformações que eles estão antecipando para as próximas décadas. O Minhocário vê este tema como central, urgente e necessário para a discussão sobre como construiremos nosso futuro em comum. O blog não concorda necessariamente com as visões expressas nos textos abaixo, mas os apresenta para fomentar o debate e a discussão, e para ilustrar a direção para onde o debate caminha nas mídias capitalistas dominantes. No blog podem ser encontrados vários outros textos sobre o assunto exibindo contradições e aspectos não considerados nos textos abaixo.]

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