ABCs do Socialismo

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[Nota de Tradução: Em abril de 2016 a Revista Jacobin lançou um especial introdutório à várias questões relacionadas ao Socialismo como uma resposta ao enorme crescimento do interesse por informações sobre esses temas, principalmente com a campanha presidencial de Bernie Sanders nos EUA. O livro conta com todas essas lindas ilustrações originais de Phil Wrigglesworth. O especial pode ser baixado na íntegra em inglês aqui.

Seguem abaixo os links para as traduções de todos os 13 textos do especial.

Além disso, como bônus, incluí no final mais alguns textos disponíveis aqui n’O Minhocário (e em alguns outros lugares), divididos em 4 sessões: ‘Mais Mitos e Lendas‘, ‘Limites do Capitalismo‘, ‘A Solução Será ‘Liberal’? Podemos Confiar no Mercado Para Solucionar Nossos Problemas?‘ e ‘Socialismo, Tecnologia e o Futuro‘.

Senti falta no especial apenas de alguma introdução no sentido de “por que defender o Socialismo?” e “o que seria ‘Socialismo'”, mas acredito que a leitura de ‘Por Que Socialismo‘, de Albert Einstein, ‘O Projeto Socialista e a Classe Trabalhadora‘, de David Zachariah e ‘O Marxismo está ultrapassado? Ele só tinha algo a dizer sobre a Inglaterra do Século XIX, e olhe lá?‘, de Terry Eagleton, e ‘Por que Marx, no século 21?‘, de Yanis Varoufakis pode cumprir esse papel.

Claro que só vai fazer sentido falar em Socialismo se entendermos bem do que se trata o Capitalismo e se estivermos convencidos de que esse sistema tem problemas, contradições e limites, que exigem que pensemos numa alternativa.

Talvez você não concorde necessariamente com tudo o que ler aqui no blog. Nem mesmo eu sei se concordo. Às vezes um texto pode entrar em contradição em algum nível com outro, e não vejo problema nisso. O importante pra mim é refletirmos criticamente juntos sobre os limites do sistema que a gente tem e como poderíamos superá-lo por um sistema mais livre, mais equilibrado, mais justo, mais igualitário, mais racional, mais sustentável, mais democrático, mais humano. Entender nosso presente em sociedade e as possibilidades para o nosso futuro comum.]

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1 – … O país já não é meio Socialista?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/07/04/mas-o-pais-ja-nao-e-meio-socialista/

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2 – … Pelo menos o Capitalismo é livre e democrático, né?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/07/12/pelo-menos-o-capitalismo-e-livre-e-democratico-ne/

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3 – … O Socialismo soa bem na teoria, mas a natureza humana não o torna impossível de se realizar?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/07/12/o-socialismo-soa-bem-na-teoria-mas-a-natureza-humana-nao-o-torna-impossivel-de-se-realizar/

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4 – … Os ricos não merecem ficar com a maior parte de seu dinheiro?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/07/11/os-ricos-nao-merecem-ficar-com-a-maior-parte-de-seu-dinheiro/

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5 – … Os Socialistas vão levar os meus cds do Calypso?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/07/12/os-socialistas-vao-levar-os-meus-cds-do-calypso/

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6 – … O Socialismo não termina sempre em ditadura?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/07/20/o-socialismo-nao-termina-sempre-em-ditadura/

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7 – … O Socialismo não é só um conceito Ocidental?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/09/16/o-socialismo-nao-e-so-um-conceito-ocidental/

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8 – … E sobre o Racismo? Os Socialistas não se importam só com Classe?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/09/27/e-sobre-o-racismo-os-socialistas-nao-se-importam-so-com-classe/

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9 – … O Socialismo e o Feminismo não entram às vezes em conflito?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/09/22/o-socialismo-e-o-feminismo-nao-entram-as-vezes-em-conflito/

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10 – … Um mundo Socialista não significaria só uma crise ambiental maior ainda?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/09/16/um-mundo-socialista-nao-significaria-so-uma-crise-ambiental-maior-ainda/

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11 – … Os Socialistas são pacifistas? Algumas guerras não são justificadas?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/09/22/os-socialistas-sao-pacifistas-algumas-guerras-nao-sao-justificadas/

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12 – … Por que os Socialistas falam tanto sobre Trabalhadores?

https://ominhocario.wordpress.com/2016/09/27/por-que-os-socialistas-falam-tanto-sobre-trabalhadores/

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13 – O Socialismo vai ser chato?

https://ominhocario.wordpress.com/2015/07/14/o-socialismo-vai-ser-chato/

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Mais Mitos e Lendas

Esse modelo dos textos publicados no especial da Jacobin, tratando diretamente (e de uma forma introdutória) de mitos que surgem muito em discussões sobre a sociedade quando você defende posições à Esquerda, me fez começar a juntar mais alguns textos desse tipo, com a intenção de complementar os textos acima, tratando de temas com os quais eles acabaram não lidando diretamente no especial (até por falta de espaço).

Além disso, os textos abaixo podem servir como boas introduções para se avançar um pouco mais na compreensão da crítica marxiana ao Capitalismo:

  • Por Que Marx, no Século 21? [Yanis Varoufakis] “Sua visão sobre desigualdade brutal e alienação nunca foi tão atual. Mas que dizer de suas concepções sobre o Estado e o horizonte pós-capitalista?”
  • A Reprodução da Vida Cotidiana [Fredy Perlman] – “A atividade prática diária dos homens da comunidade tribal reproduz ou perpetua a tribo; a atividade cotidiana dos escravos reproduz a escravidão; a prática cotidiana dos trabalhadores assalariados reproduz o trabalho assalariado e o capital.”
  • O Fetichismo das Mercadorias[Fredy Perlman] – “Perlman faz um brilhante resumo dos temas principais do livro “A Teoria Marxista do Valor”, de Isaak Rubin, como sobre a continuidade e a transformação da teoria da alienação do jovem Marx na teoria da reificação e do fetichismo das mercadorias.”
  • Defeitos Estruturais de Controle no Sistema do Capital [István Mészáros] – “A razão principal por que este sistema forçosamente escapa a um significativo grau de controle humano é precisamente o fato de ter, ele próprio, surgido no curso da história como uma poderosa – na verdade, até o presente, de longe a mais poderosa – estrutura “totalizadora” de controle à qual tudo o mais, inclusive seres humanos, deve se ajustar, e assim provar sua “viabilidade produtiva”, ou perecer, caso não consiga se adaptar. Não se pode imaginar um sistema de controle mais inexoravelmente absorvente – e, neste importante sentido, “totalitário” –  do que o sistema do capital globalmente dominante, que sujeita cegamente aos mesmos imperativos a questão da saúde e a do comércio, a educação e a agricultura, a arte e a indústria manufatureira, que implacavelmente sobrepõe a tudo seus próprios critérios de viabilidade, desde as menores unidades de seu “microcosmo” até as mais gigantescas empresas transnacionais, desde as mais íntimas relações pessoais aos mais complexos processos de tomada de decisão dos vastos monopólios industriais, sempre a favor dos fortes e contra os fracos. […] o preço a ser pago por esse incomensurável dinamismo totalizador é, paradoxalmente, a perda de controle sobre os processos de tomada de decisão. Isto não se aplica apenas aos trabalhadores, em cujo caso a perda de controle […] é bastante óbvia, mas até aos capitalistas mais ricos, pois, não importa quantas ações controladoras eles possuam na companhia ou nas companhias de que legalmente são donos como indivíduos particulares, seu poder de controle no conjunto do sistema do capital é absolutamente insignificante. 

Socialismo, Tecnologia e o Futuro

Se o Capitalismo tem problemas e contradições profundas e centrais que nos impedem de ter uma sociedade equilibrada e vidas plenas de sentido; se esses problemas e contradições não podem ser completamente solucionados sem a sua substituição por outro sistema (ver os textos da sessão ‘Limites do Capitalismo); e se não podemos confiar que essa alternativa venha de um poder maior para os mercados (ver os textos da sessão ‘A Solução Será ‘Liberal’? Podemos Confiar no Mercado Para Solucionar Nossos Problemas?‘), precisamos de alguma alternativa para construir nosso futuro comum – de preferência uma mais justa, mais sustentável, mais democrática, mais racional e mais humana. Para muita gente, não poderia ter algo com menos cara de futuro do que falar em socialismo. Em geral, suas visões sobre o que seria ‘Socialismo’ estão amarradas às imagens das experiências socialistas do século XX e aos problemas e contradições daqueles sistemas (tanto os reais quanto os exageros, distorções e espantalhos ideológicos produzidos durante a Guerra Fria). No entanto, a promessa de emancipação humana do Socialismo não só animou as lutas por um futuro melhor no passado, mas também segue como uma série de alternativas não exploradas na organização de nosso futuro em comum. Se mesmo os meios de comunicação capitalistas falam cada vez mais no potencial de substituição de empregos por máquinas num futuro próximo, gerando um crescimento enorme no desemprego e nas desigualdades (que já vêm crescendo terrivelmente nas últimas décadas); se assistimos sinais cada vez maiores do desgaste das instituições democráticas no capitalismo (para nem falar da falta de democracia dessas instituições mesmo em seus melhores momentos), acenando para um divórcio entre capitalismo e qualquer ideia de democracia; se não é possível pensar em capitalismo sustentável, porque sempre ele tenderá aos métodos de produção de mercadorias mais econômicos para os capitalistas, se orientando na direção do crescimento infinito, da produção para o desperdício (mais uma vez, ver os textos da sessão ‘Limites do Capitalismo); por que não considerar como alternativa a construção de um sistema que pretende promover a emancipação humana através da expansão da democracia e da racionalidade para a produção e distribuição de bens e serviços e o uso da tecnologia acumulada pela humanidade para a redução a um mínimo do trabalho necessário por cada pessoa, liberando seu tempo para o seu livre desenvolvimento? Será que não seria do interesse da maioria das pessoas que isso ocorresse? Os textos a seguir tratam do potencial de uma sociedade radicalmente democrática em que a combinação de tecnologia e trabalho humano possa ser usada para sanar as necessidades e desejos da humanidade em geral e não para perseguir um ilusório crescimento infinito e gerar a acumulação privada de capital e poder nas mãos de uma minoria:

  • Quatro Futuros: Vida Após o Capitalismo – [Peter Frase] “Crise climática”, “mudanças ambientais”, “robôs inteligentes”, “robôs tomando empregos”: os impactos da Crise Climática e de novas tecnologias de Automação de postos de trabalho para o nosso futuro comum vêm sendo cada vez mais discutidos. Se os avanços tecnológicos da “Quarta Revolução Industrial” (em especial em campos como Inteligência Artificial, Robótica avançada, fabricação aditiva, etc) forem o suficiente para automatizarmos a maior parte das atividades que hoje são empregos, reduzindo a um mínimo a necessidade de trabalho humano, a produção de mercadorias através de trabalho assalariado estará superada – e, portanto, estaremos falando do fim do Capitalismo; a questão então é o que virá depois. Será que a possibilidade de toda essa automação é o bastante para garantir que ela vai ocorrer? Qual seria o impacto disso sobre as vidas das pessoas? Como as questões ambientais/climáticas entram nesse quadro? E as relações de propriedade e produção capitalistas e a Política, especificamente a Luta de Classes? Que tipo de cenários podemos esperar à partir do fim do Capitalismo?
  • Tecnologia e Ecologia Como Apocalipse e Utopia – [Peter Frase] “Muito se tem falado sobre os impactos da Crise Climática e de novas tecnologias de Automação de postos de trabalho para o nosso futuro em comum. Como as relações de propriedade e produção capitalistas e a Política, especificamente a Luta de Classes, se encaixam neste quadro? Será que a possibilidade de automação quase generalizada seria o bastante para garantir que ela ocorrerá? Qual seria o impacto dela sobre as condições de vida das pessoas? Com base nesses elementos, que tipo de cenários podemos esperar à partir do fim do Capitalismo?”
  • Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância – [Peter Frase] “Um mundo em que a tecnologia tenha superado ou reduzido a um mínimo (e de forma sustentável) a necessidade de trabalho humano; em que esse potencial seja compartilhado com todos, eliminando a exploração e a alienação das relações de trabalho assalariado; onde as hierarquias derivadas do Capital tenham sido suplantadas por um modelo mais igualitário, agora capaz não só de sanar as necessidades de todos, mas de permitir o livre desenvolvimento de cada um, parece para muitos como um sonho de utopia inalcançável e ingênuo, onde não existiriam quaisquer conflitos ou hierarquias. Será mesmo?
  • Socialismo Como Futuro Automatizado em Resposta à Crise Ambiental – [Peter Frase] Se os avanços tecnológicos da Quarta Revolução Industrial (em campos como Inteligência Artificial, Robótica avançada, fabricação aditiva, etc) forem o suficiente para automatizarmos a maior parte dos empregos, reduzindo a um mínimo a necessidade de trabalho humano, a produção de mercadorias através de trabalho assalariado estará superada – e, portanto, também o capitalismo. Se isso for alcançado em uma sociedade mais igualitária, democrática, sustentável e racional, ainda assim é possível que teremos de nos organizar para lidar com o estrago deixado no planeta pelo sistema capitalista, planejando, executando e administrando  projetos gigantescos de reconstrução, geo-engenharia e racionamento de recursos limitados. Em outras palavras, provavelmente ainda precisaremos de algum tipo de Estado.
  • Quatro Futuros – [Peter Frase] Uma coisa de que podemos ter certeza é que o Capitalismo vai acabar; a questão, então, é o que virá depois.
  • Inovação Vermelha – [Tony Smith] “Longe de sufocar a inovação, uma sociedade Socialista colocaria o progresso tecnológico a serviço das pessoas comuns.”
  • Precisamos Dominá-la – [Peter Frase] “Nosso desafio é ver na tecnologia tanto os atuais instrumentos de controle dos empregadores quanto as precondições para uma sociedade pós-escassez.
  • Tecnologia e Estratégia Socialista – [Paul Heidmann] Com poderosos movimentos de classe em sua retaguarda, a tecnologia pode prometer a emancipação do trabalho, ao invés de mais miséria.
  • Lingirie Egípcia e o Futuro Robô – [Peter Frase] O pânico sobre automação erra o alvo – o verdadeiro problema é que os próprios trabalhadores são tratados feito máquinas.”
  • Comunismo Verde Totalmente Automatizado – [Aaron Bastani] O desafio das mudanças climáticas precisa de uma resposta à altura, que reconheça a sua dimensão, amplitude e a necessidade de mudanças profundas em nossas tecnologias, relações de produção, relações com a natureza, em nosso dia-a-dia e em nossas visões de mundo. Felizmente, depois de décadas de dominação quase absoluta do “realismo capitalista” e de suas propostas vazias de respostas à crise climática via mercado, vai se abrindo o espaço para uma proposta “populista” pela construção de uma alternativa radical que abrace a expansão e a democratização das tecnologias de energias renováveis, robótica fina, inteligência artificial, e produção aditiva como um projeto político a ser disputado, para a construção de uma sociedade focada na sustentabilidade e na socialização da abundância, do lazer, do bem-estar e da maior disponibilidade de tempo para as mais diversas atividades.
  • Socialismo, Mercado, Planejamento e Democracia – [Seth Ackerman, John Quiggin, Tyler Zimmer, Jeff Moniker, Matthijs Krul, HumanaEsfera] “O socialismo promete a emancipação humana, com o alargamento da democracia e da racionalidade para a produção e distribuição de bens e serviços e o uso da tecnologia acumulada pela humanidade para a redução a um mínimo do trabalho necessário por cada pessoa, liberando seu tempo para o seu livre desenvolvimento. Como organizar uma economia socialista para realizar essas promessas?”
  • Votando Sob o Socialismo – [Peter Frase] Vai ser mais significativo – mas esperamos que não envolva assembleias sem-fim.
  • Rumo a Uma Sociedade Pós-Trabalho – [David Frayne] A ‘Política do Tempo’ oferece uma resposta à atual crise do trabalho, nos convidando a falar sobre as condições para a liberdade e o tipo de sociedade em que queremos viver. É uma oportunidade para finalmente cumprir a promessa original do desenvolvimento produtivo do capitalismo: nos permitir desfrutar coletivamente de mais tempo livre, para explorar essas aptidões e aspectos de nós mesmos que muitas vezes ficam marginalizados em um mundo centrado no trabalho. “Precisamos tomar de volta o futuro das mãos do capitalismo e construir, nós mesmos, o mundo do século XXI que queremos.”
  • Políticas Para Se ‘Arranjar Uma Vida’ – [Peter Frase] “O trabalho em uma sociedade capitalista é um fenômeno conflituoso e contraditório. Uma política para a classe trabalhadora tem de ser contra o trabalho, apelando para o prazer e o desejo, ao invés de sacrifício e auto-negação.
  • Planejando o Bom Antropoceno – [Leigh Phillips e Michal Rozworski] “O mercado está nos levando cegamente a uma calamidade climática – o planejamento democrático é uma saída.”
  • Vivo Sob o Sol – [Alyssa Battistoni] “Não há caminho rumo a um futuro sustentável sem lidar com as velhas pedras no caminho do ambientalismo: consumo e empregos. E a maneira de fazer isso é através de uma Renda Básica Universal. “
  • Rumo a um Socialismo Ciborgue – [Alyssa Battistoni] “A Esquerda precisa de mais vozes e de críticas mais afiadas que coloquem nossa análise do poder e de justiça no centro das discussões ambientais, onde elas devem estar.”
  • Todo Poder aos “Espaços de Fazedores” – [Guy Rundle] “A impressão 3-D em sua forma atual pode ser um retorno às obrigações enfadonhas do movimento “pequeno é belo”, mas tem o potencial para fazer muito mais.
  • A Revolução Cibersyn – [Eden Medina] “Cinco lições de um projeto de computação socialista no Chile de Salvador Allende.”
  • Economia e Planejamento Soviéticos e as Lições Na Queda – [Paul Cockshott e Allin Cottrel] Desde os anos 90 temos sido bombardeados por relatos sobre como a queda da União Soviética seria uma prova definitiva da impossibilidade de qualquer forma de Economia Planejada racionalmente, de qualquer forma de Economia Socialista, de qualquer forma de Socialismo – e de que não existiria alternativa para organizar a produção e o consumo das sociedades humanas a não ser o Capitalismo de Livre-Mercado. Será mesmo?”
  • Bancos, Finanças, Socialismo e Democracia [Ladislau Dowbor, Nuno Teles e J. W. Mason] – “Os bancos são instituições centrais na articulação das atividades no sistema capitalista. Como essas instituições deixaram de cumprir suas funções básicas e passaram a estender seu domínio sobre toda a economia? Podemos ver o sistema financeiro como um ambiente “neutro” cujos resultados são os “naturais” gerados pelos “mercados”? Será que dividir os grandes bancos será o suficiente para resolver essa situação?”
  • Robôs e Inteligência Artificial: Utopia ou Distopia? – “Diz muito sobre o momento atual que enquanto encaramos um futuro que pode se assemelhar ou com uma distopia hiper-capitalista ou com um paraíso socialista, a segunda opção não seja nem mencionada.”
  • Robôs, Crescimento e Desigualdade “Mesmo uma instituição como o FMI vem notando as tendências que a automação de empregos devem gerar nas próximas décadas, incluindo um crescimento vertiginoso da desigualdade social, e a necessidade de compartilhar a abundância prometida por essas inovações.”
  • Automação e o ‘Fim do Trabalho’ na Mídia Internacional Dominante
  • O Lamentável Declínio das Utopias Espaciais – Narrativas ficcionais são um fator enorme moldando nossas expectativas do que é possível. Infelizmente, utopias estão atualmente fora de moda, como a tediosa proliferação de ficção distópica e filmes de desastre parece indicar. Por que só “libertarianos” fantasiam sobre o espaço hoje em dia?”
  • Os Robôs Vão Tomar Seu Emprego?“Com a automação causando ou não uma devastação nos empregos, o futuro do trabalho sob o capitalismo parece cada vez mais sombrio. Precisamos agora olhar para horizontes pós-trabalho.”
  • O Ponto de Ruptura da Social-Democracia – “Precisamos de uma Política que reconheça que o acordo de classes da Social-Democracia é insustentável.”
  • Democratizar Isso – “Os planos do Partido Trabalhista inglês para buscar modelos democráticos de propriedade são o aspecto mais radical do programa de Corbyn, e um dos mais radicais que temos visto na política dominante em muito tempo.”
  • Renda Básica e o Futuro do Trabalho“Não existe algo como a ‘dignidade do trabalho’. Não é o direito ao emprego, mas a uma existência material garantida que dá dignidade à vida humana.”
  • Rentismo: Um Futuro Automatizado de Abundância Bloqueada Pela Desigualdade – [Peter Frase] Na penúltima parte da série sobre possíveis futuros após o fim do Capitalismo, – com o fim do uso de trabalho humano assalariado na produção de mercadorias, extrapolando as tendências atuais de aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial, Robótica, Fabricação Aditiva, Nanotecnologia, etc – encaramos uma distopia em que as elites do sistema capitalista atual têm sucesso em manter seus privilégios e poderes, usando patentes e direitos autorais para bloquear e restringir para si o que poderia ser o livre-acesso universal à abundância possibilitada pelas conquistas do conhecimento humano num cenário em que a própria escassez poderia ser deixada para trás.
  • Exterminismo: ‘Solução Final’ Num Futuro Automatizado de Desigualdade e Escassez – [Peter Frase] A cada semana somos bombardeados por notícias sobre avanços tecnológicos assombrosos, que prometem diminuir, e muito, a necessidade de trabalho humano nas mais diversas atividades. De fato, podemos imaginar que em algum momento no futuro teremos a necessidade de muito pouco trabalho humano na produção de mercadorias. Mas e se chegarmos nesse ponto ainda divididos entre podres de ricos e “a ralé”? E se os recursos naturais de energia e de matérias-primas não forem o bastante para garantir uma vida luxuriante para todos? E se, do ponto de vista dos abastados, os ex-trabalhadores passarem a representar apenas um “peso inútil”, ou até mesmo, um risco “desnecessário”? No último capítulo sobre possíveis futuros automatizados com o fim do Capitalismo, somos confrontados por uma distopia de desigualdade e crueldade cujas raízes já podemos notar em muitas tendências atuais.

Limites do Capitalismo

[Esta sessão foi expandida e movida para uma página própria]


A Solução Será ‘Liberal’? Podemos Confiar no Mercado Para Solucionar Nossos Problemas?

[Esta sessão foi expandida e movida para uma página própria]


Links Externos

Vários textos disponíveis em outros sites com contribuições interessantíssimas para as discussões apresentadas aqui no blog.

  • Capitalismo: Uma Introdução“Nas suas bases, o capitalismo é um sistema econômico baseado em três coisas: trabalho assalariado (trabalhar por um salário), propriedade privada dos meios de produção (coisas como fábricas, maquinário e escritórios) e produção para venda e lucro. O processo é bastante simples – dinheiro é investido para gerar mais dinheiro”
  • Direita e Esquerda: O Que Esses Termos Significam na Política Afinal? – “Por que dividem a política entre direita e esquerda? O que esses termos significam? Trata-se de termos de origem histórica, sobre a qual falamos um pouco neste artigo.” – Aliás, sobre o mesmo tema, de uma maneira extremamente simplificada e introdutória, vale a pena ver o video do PC Siqueira e do Diego Quinteiro.
  • Não Prestar Pra Nada [Mark Fisher] – “Para aqueles que foram ensinados desde o nascimento a se verem como inferiores, a aquisição de qualificações ou renda raramente será suficiente para apagar — em suas próprias mentes ou na mente dos outros — o sentido primordial de inutilidade que os marca tão cedo na vida”
  • 15 Maneiras Com Que o Capitalismo Impede ou Limita Você de Ser Feliz“Você deseja muito ser feliz? Então talvez seja melhor começar a pensar seriamente sobre o atual sistema hegemônico, o principal causador de infelicidade geral.”
  • Os Transtornos Mentais Provocados Pelas Mudanças Neoliberais – “Neoliberalismo, assexualidade e desejo de morte. Filósofo italiano aponta: obsessão pelo sucesso individual e troca dos contatos corpóreos pelos digitais podem realizar distopia da humanidade insensível, para a qual já alertava Pasolini”
  • Em Nome do Amor – “‘Faça o que você ama’ é o mantra do trabalhador atual. Por que deveríamos reivindicar nossos interesses de classe se, de acordo com as elites do FOQVA (Faça O Que Você Ama) como Steve Jobs, não existe algo como trabalho?
  • 6 Medos Sobre o Comunismo Que Se Tornaram Reais no Capitalismo – “Os maiores pesadelos que tanto temiam do “comunismo” acabaram se tornando reais, mas ironicamente no próprio capitalismo.”
  • O Ano em Que o Capitalismo Real Mostrou a Que Veio – “Tudo que nós um dia deveríamos temer sobre o socialismo — desde repressão estatal e vigilância em massa até padrões de vida em queda — aconteceu diante de nossos olhos
  • O Capitalismo Deu Certo e o Socialismo é Um Fracasso? – “Desde a queda da URSS o Capitalismo segue triunfante e impondo sua hegemonia, mas será que isso o torna algo bom e o socialismo algo que deve ser esquecido? A História nos ajuda a responder.”
  • Por Que Socialismo? [Albert Einstein] – “A produção é guiada pelo lucro, não pelo uso. Não existe garantia de que todas as pessoas hábeis para o trabalho estarão sempre em condições de achar emprego; um “exército de desempregados” quase sempre existe. O trabalhador vive em constante medo de perder seu emprego. Já que os desempregados e os trabalhadores mal pagos não constituem um mercado rentável, a produção de bens de consumo é restrita, e a consequência é um grande sofrimento . O progresso tecnológico frequentemente resulta em mais desemprego, em vez de reduzir o fardo de trabalho para todos. O desejo de lucro, em conjunção com a competição entre os capitalistas, é responsável pela instabilidade na acumulação e utilização do capital, que leva a depressões cada vez mais severas. Competição sem limite leva a um enorme desperdício do trabalho e à deterioração da consciência social dos indivíduos que mencionei antes.”
  • A Reprodução da Vida Cotidiana [Fredy Perlman] – “A atividade prática diária dos homens da comunidade tribal reproduz ou perpetua a tribo; a atividade cotidiana dos escravos reproduz a escravidão; a prática cotidiana dos trabalhadores assalariados reproduz o trabalho assalariado e o capital.”
  • Nem Sempre Foi Assim [Frederico Mazzucchelli] – “O caótico período que vai do início do século 20, passando pelas duas Guerras Mundiais e a crise de 29, certamente foram tempos muito piores do que o que vivemos hoje, tempos de crise, desemprego e violência em massa. Entretanto, daqueles tempos emergiu também, após a Segunda Guerra Mundial, a necessidade de regular o sistema econômico de modo a atenuar as mazelas gestadas pelo mercado autorregulado. As respostas keynesianas à incerteza e à catástrofe promoveram um longo período de crescimento com ganhos salariais e redução das desigualdades, algo também sem paralelo na história do capitalismo.”
  • Por Que o Capitalismo Cria Postos de Trabalho Sem Sentido? [David Graeber] – “É como se alguém lá fora estivesse criando empregos sem sentido apenas com o objetivo de nos manter a todos trabalhando.”
  • Nossa Obsoleta Mentalidade de Mercado [Karl Polanyi] – “O capitalismo liberal foi com efeito a resposta inicial do homem ao desafio da Revolução Industrial. De modo a gerarmos o escopo necessário para o uso de máquinas poderosas e elaboradas, transformamos a economia humana em um sistema auto-regulado de mercados, e direcionamos nosso pensamentos e valores para os moldes dessa única inovação. Hoje, começamos a duvidar da verdade de alguns desses pensamentos e da validade de alguns desses valores.”
  • “Nazifascismo é de Esquerda”? A falácia bizarra que afronta não só a História, mas também a Filosofia. O fascismo é um projeto reacionário a serviço do capitalismo monopolista, do status quo e das hierarquias, o que o torna totalmente oposto a qualquer vertente socialista.

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