Bebês de Fraldas Vermelhas

Nos EUA a escola é a preparação para a “vida real”. Nos primórdios da União Soviética a escola estava cheia de vida.

por Megan Erickson, na Revista Jacobin, dezembro de 2017Tradução: Antonio Marinho

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Ilustração: Rob Pybus

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O Socialismo Vai Ser Chato?

O Socialismo não é sobre induzir uma branda mediocridade. É sobre libertar o potencial criativo de todos.

ABCs do Socialismo – Parte 13

por Danny Katch, na Revista Jacobin, julho de 2015

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Ilustração: Phil Wrigglesworth | Jacobin

O ano era 2081, e todos eram finalmente iguais. Eles não eram iguais apenas diante de Deus e da lei. Eles eram iguais de todas as formas possíveis. Ninguem era mais inteligente que os outros. Ninguém era mais atraente que os outros. Ninguém era mais forte ou mais rápido que os outros. Toda essa igualdade se devia à 211ª, 212ª e 213ª Emendas à Constituição [1], e à incessante vigilância dos agentes de Compensação de Desvantagens dos Estados Unidos [2].

Esta não é a minha versão de 2081, mas a de Kurt Vonnegut nas primeiras linhas de “Harrison Bergeron” [3], um conto sobre um futuro em que todos são o mesmo. Pessoas atraentes são forçadas a usar máscaras, pessoas inteligentes usam fones nos ouvidos que regularmente distraem seus pensamentos com barulhos altos, e assim por diante.

Como seria de se esperar com Vonnegut, existem alguns momentos sombriamente hilários – como em uma performance de balé em que os dançarinos são contidos com pesos nas pernas – mas diferente da maioria de suas histórias, “Harrison Bergeron” é baseada em uma premissa reacionária: a Igualdade só poderia ser alcançada reduzindo os mais talentosos até as posições medíocres das massas.

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