Viver, Não Apenas Sobreviver

Os movimentos da classe trabalhadora devem colocar a reprodução social e ecológica no coração de sua visão do futuro.

por Alyssa Battistoni, na Revista Jacobin, Agosto de 2017

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Quando Donald Trump anunciou planos para retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima, em junho, liberais [1] gritaram que estávamos condenados. O investidor e executivo da Tesla Elon Musk finalmente renunciou ao conselho de consulta econômica de Trump. O presidente da Goldman Sachs, Lloyd Blankfein,  foi ao Twitter pela primeira vez para expressar sua decepção, enquanto a ex-embaixadora das Nações Unidas Samantha Power twitou que esse seria “o fim do século americano”. [2] Visando uma oportunidade, o presidente francês, Emmanuel Macron – competindo com Justin Trudeau pela liderança global “da resistência” – prometeu “tornar nosso planeta ótimo novamente”. [3]

Do ponto de vista deles, a decisão parecia uma mudança radical na política climática empreendida pelo caprichoso e orgulhosamente ignorante Trump – o oposto da política serena e intelectual defendida por Barack Obama, que havia declarado as mudanças climáticas como uma “verdadeira ameaça existencial” (em um jantar particular de arrecadação de fundos em Martha’s Vineyard). Porém, a decisão marcou uma consequência natural dos esforços de Obama para lidar com as mudanças climáticas evitando tocar em seus aspectos políticos.

Como um bom tecnocrata, Obama buscou uma solução através de ordens executivas, medidas administrativas e negociações internacionais de elite. Seu “Plano de Energia Limpa” [“Clean Power Plan”] baseou-se no poder da presidência para reduzir as emissões ao aumentar a regulação das usinas de energia e para elevar os padrões de combustível usando a “Lei do Ar Limpo” [“Clean Air Act”] e a Agência de Proteção Ambiental. [“Environmental Protection Agency”] Em seu último ano no cargo, chamou atenção demais ao negociar um acordo internacional na COP 21 em Paris – o primeiro acordo climático global desde Kyoto em 1997.

Mas sua conquista foi superestimada, assim como o pânico liberal com o seu fim. O acordo ficou muito aquém do que os cientistas e os ativistas do clima concordam ser necessário para evitar um aquecimento perigoso de 2ºC ou mais – até porque o próprio Obama havia pressionado para que o acordo não fosse obrigatório. Mesmo apenas implementar o conjunto de compromissos assumidos em Paris exigiria uma ação política sustentada, independentemente de quem estivesse controlando o Salão Oval. [4]

Paradoxalmente, Obama também foi mais responsabilizado por tentativas de regulação do que provavelmente merecia. Regulações de emissões mais rigorosas são apenas uma das razões pelas quais a demanda por carvão vem diminuindo: ativistas têm feito campanha pelo fechamento de usinas à carvão e os preços da energia solar e do gás natural têm despencado. Mas Obama forneceu um bode expiatório conveniente para o contínuo declínio do carvão no país – no fim das contas, ele fez pouco para aliviar a crise do desemprego e de carência nos locais que antes dependiam desse recurso. O caminho estava livre para alguém como Donald Trump concorrer baseado numa plataforma sobre trazer de volta os empregos de mineração – mesmo que na realidade ele não tivesse nenhuma maneira de fazê-lo.

O desejo de nos mover mais rapidamente do que o estado atual do Congresso [5] permite é compreensível – estamos ficando sem tempo, rapidamente. Mas as mudanças climáticas são um problema grande demais para resolvermos com “ajustes e empurrõezinhos”. A ação séria sobre o clima não pode evitar a Política – precisa enfrentá-la de frente.

Trump não é o primeiro a explorar tensões entre trabalhadores e ambientalistas, e é improvável que seja o último. [6] Em resposta, a Esquerda precisa oferecer um programa que revele essas tensões como uma falsa escolha, uma oferecida nos termos do Capital. Nós podemos fazer isso oferecendo um plano climático que melhore a vida das pessoas de maneiras que elas possam entender e pelas quais elas estariam dispostas a lutar. No entanto, isso não significa apenas se concentrar nos trabalhadores nos vestígios mais tradicionais da economia de combustível fóssil, ou mesmo nos tipos de empregos de energia verde e infra-estrutura normalmente oferecidos em substituição a eles. Em vez disso, significa organizar a classe trabalhadora tal como existe hoje – enfermeiras e professores, profissionais de cuidados e trabalhadores do setor de serviços que já estão fazendo o trabalho que será fundamental para uma sociedade de baixa emissão de carbono voltada para o florescimento de todos, e que podem liderar o caminho para um futuro cuja glória pode durar muito mais de trinta anos.

Como seria essa sociedade? [7] Em geral, isso significará menos trabalho por todo canto; porém, o tipo de trabalho de que precisaremos mais em um futuro climaticamente estável é um trabalho orientado para sustentar e melhorar a vida humana, bem como as vidas de outras espécies com as quais compartilhamos nosso mundo. Isso significa ensino, jardinagem, culinária e enfermagem: trabalhos que melhoram as vidas das pessoas sem consumir grandes quantidades de recursos, sem gerar emissões significativas de carbono ou produzir enormes quantidades de coisas.

Como se verifica, também são trabalhos que um número crescente de pessoas já vêm fazendo. “Fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, e não de Paris”, disse Trump em seu famoso discurso anunciando o abandono do acordo. Foi um sinal claro para seus apoiadores no “Cinturão de Ferrugem” [8] – o único problema é que Pittsburgh não é uma cidade siderúrgica há décadas. A maioria dos empregos hoje não está no carvão, no aço ou na fabricação, mas no que muitas vezes é conhecido como “eds e meds“: cuidados de saúde e educação.

Pittsburgh ilustra uma tendência mais ampla: embora a visão tradicional da classe trabalhadora mantenha um apelo surpreendentemente firme sobre a imaginação política, os setores da economia de crescimento mais rápido estão em indústrias caracterizadas pelo trabalho de “colarinho rosa” – enfermagem, ensino, e setor de serviços. Os impulsionadores de empregos verdes muitas vezes observam que há mais empregos na instalação de painéis solares do que na mineração de carvão nos dias atuais – mas também há mais professores, auxiliares de saúde em casa e prestadores de cuidados infantis. Esses trabalhos são feitos de forma desproporcional por mulheres, imigrantes e pessoas de cor.

Organizar esses trabalhadores seria o caminho a seguir para os socialistas sob quaisquer circunstâncias. Sob as circunstâncias terríveis que enfrentamos, insistir que o trabalho que eles fazem é crucial não só para uma sociedade justa e decente, mas para uma sociedade ecologicamente viável é o caminho para reconquistar nosso futuro. Os movimentos trabalhistas nos séculos XIX e XX insistiam em que os trabalhadores construíram o mundo, no sentido mais literal. O movimento trabalhista do século XXI precisa colocar em primeiro plano os trabalhadores que nos permitirão viver nele. Para dizer claramente: os empregos de colarinho-rosa são empregos verdes.

Claro, embora existam sincronismos entre imperativos ecológicos e trabalho feminizado, eles não estão necessariamente alinhados. O trabalho de cuidado pode ser de baixa emissão de carbono – mas isso não significa que as indústrias que dependem disso o sejam. Os funcionários de hoteis, por exemplo, são altamente sindicalizados, mas a indústria hoteleira, dependente como é de passageiros frequentes em via aérea, sofreria sem combustíveis fósseis.

Las Vegas, por exemplo, está liderando o caminho na organização dos trabalhadores de serviços, mas dificilmente seria um modelo para um mundo ecologicamente sustentável. Organizar profissionais de fast-food e de varejo também seria decisivo, mas o McDonald’s e a Forever 21 não são muito mais ecologicamente defensáveis que a ExxonMobil. Às vezes, isso significará transformações na forma como o trabalho é organizado; muitas vezes isso significará simplesmente fazer menos dele. Esse deve ser o caso mesmo para empregos que não são tão intensivos em recursos: o trabalho de cuidados pode ser gratificante – mas também pode ser tedioso, chato, emocionalmente desgastante e fisicamente tenso.

Enquanto isso, a transição para uma economia centrada na reprodução social exigirá uma avaliação real sobre as formas como o trabalho de servir aos outros tem sido moldado pelo gênero e pela raça. [9] Pode haver empregos para fazer camas e banhar idosos, mas isso não significa que os trabalhadores – principalmente masculinos – que passaram décadas trabalhando em fábricas, em plataformas de petróleo ou em minas de carvão poderão – ou irão querer – fazê-los. Mas eles poderiam ser mais propensos a fazê-lo se o trabalho de reprodução social fosse mais bem pago e reconhecido.

Na greve dos trabalhadores de saneamento de Memphis de 1968, os trabalhadores de saneamento (cruciais para qualquer sociedade ecossocialista!) declararam “Eu Sou um Homem”, exigindo melhores salários e melhores condições de trabalho. Ao fazê-lo, eles desafiaram um sistema de trabalho segregado que os deixou para fazer o trabalho mais sujo, insistindo tanto na igualdade social quanto em ganhos materiais. Reorganizar a reprodução social de forma mais ampla exigiria um desafio semelhante ao status do trabalho tradicionalmente feito pelas mulheres e especialmente pelas mulheres de cor.

Ou seja, enfrentar as mudanças climáticas exigirá a construção, mas também a transformação dos movimentos da classe trabalhadora. O movimento autonomista da década de 1970 na Itália fornece uma perspectiva útil: com o aumento do custo de vida em espiral acima do ritmo dos aumentos salariais, as comunidades da classe trabalhadora reconheceram que a luta tinha que continuar fora da fábrica. Eles lutaram para reduzir o custo não só de necessidades como aluguel, transporte e mantimentos, mas luxos como a ópera; eles ocuparam edifícios em desuso e os transformaram em centros comunitários, imaginando bibliotecas, clínicas, academias e teatros em locais onde essas comodidades não existiam. Eles insistiram que as pessoas da classe trabalhadora, também, tinham direito a uma boa qualidade de vida.

No entanto, projetos autonomistas, embora geralmente organizados em conjunto com alas radicais dos sindicatos, tendiam a ser esporádicos e de implementação fragmentada. Na década de 1980, eles haviam se desintegrado, em sua maioria.

Hoje, os salários estagnados e o aumento do custo de vida também tornam as necessidades e o luxo inacessíveis para a maioria. A luta de classes na era das mudanças climáticas não está apenas no Ninth Ward após o furacão Katrina [10] ou em Rockaways após o furacão Sandy – está nos ritmos da vida cotidiana. Está em lares de cuidados e nas escolas, no ônibus e na rua. O desafio contemporâneo, portanto, é enfrentar lutas autonomistas sobre a reprodução social – mas levá-las em frente em um nível mais institucional, além de estendê-las para além da fábrica e do social para um novo nível: o ecológico.

Esse processo já está em andamento. Como Nancy Fraser argumenta, “se você unir as lutas por uma semana de trabalho mais curta, [11] por uma renda básica incondicional, [12] por creches públicas, pelos direitos dos trabalhadores domésticos imigrantes e dos trabalhadores que realizam o trabalho de cuidados em lares de idosos, hospitais, creches e escolas com fins lucrativos – e então unir com lutas sobre água limpa, habitação e degradação ambiental, especialmente no Sul global – o que isso significa … é uma demanda por uma nova maneira de organizar a reprodução social “.

Organizar a reprodução de uma maneira nova significa tornar o trabalho da nossa sobrevivência diária menos oneroso e mais prazeroso. Significa criar e manter espaços de luxo comum e de lazer coletivo – parques e jardins públicos exuberantes, belos espaços para recreação e relaxamento, arte e cultura acessíveis a todos. [13] Significa não só construir habitações em densos centros urbanos, mas garantir que as pessoas da classe trabalhadora possam realmente se dar ao luxo de viver lá; significa apoiar mais trânsito público não só nas cidades, mas também nos extensos subúrbios onde vive um número cada vez maior de pessoas da classe trabalhadora e nas comunidades rurais onde o isolamento exacerba crises sociais e econômicas. Significa lidar com a escassez de mão-de-obra no núcleo da crise dos cuidados no meio rural. Significa programas como sistemas de saúde universais e universidades gratuitas, que simultaneamente expandem o acesso a bens públicos e o escopo da economia de baixo carbono.

O New Deal [14] tinha elementos de um tal futuro no Corpo de Conservação Civil (ccc), que colocava jovens para trabalhar criando e mantendo parques nacionais, e os Projetos Federais de Arte, Música, Teatro e Escritores, que forneciam subsídios para dar suporte a uma grande variedade de artistas. Esses tipos de programas, combinados com os programas de bem-estar social da Grande Sociedade, [15] incentivariam uma sociedade que garanta tanto as necessidades de provisão social quanto uma abundância de delícias naturais e culturais.

Uma versão renovada e permanente do ccc poderia estender a economia do cuidado ao nosso planeta: Nas áreas rurais, poderia criar novas trilhas para caminhadas, acampamentos e reservas naturais; nas cidades, poderia apoiar a criação e manutenção de parques urbanos e jardins comunitários que podem ajudar a tornar os densos espaços urbanos suportáveis e respiráveis, mesmo conforme a temperatura aumente. Em todo o país, poderia restaurar áreas que há muito foram prejudicadas pela extração de combustíveis fósseis e outras atividades industriais. O ccc original empregava milhares de nativos americanos, muitas vezes empreendendo projetos determinados por conselhos tribais; uma versão revivida poderia ser emparelhada com um programa de soberania e controle nativo sobre terras indígenas. Em uma nota mais sombria, à medida que as mudanças climáticas progridem, precisaremos de mais pessoas treinadas para lidar com incêndios florestais, inundações e outros tipos de climas extremos.

A experiência dos últimos anos mostra que a esquerda pode crescer e vencer baseada em plataformas robustas e ambiciosas que abordem questões que vão desde o acesso à habitação e educação até benefícios médicos e cuidados com idosos. [16] Integrados mais de perto com uma análise ecológica, eles representam os blocos de construção de uma plataforma ecossocialista. [17]

Uma visão inicial de como esse tipo de programa pode parecer está representada no Manifesto Salto [18] do Canadá, um documento produzido por um conjunto de grupos trabalhistas, ambientalistas e indígenas. O Manifesto defende, em termos simples, uma economia centrada em “cuidar uns dos outros e cuidar do planeta”. Isso significaria trabalhar menos tempo por salários maiores e gastar o tempo que economizamos com nossos entes queridos e comunidades; [19] orientar o trabalho que fazemos para acabar com a desigualdade racial e de gênero; gerar energia sem destruir os ecossistemas; e criar estruturas de propriedade que retornem a riqueza para as pessoas e comunidades, em vez de extraí-las delas. [20] O Manifesto coloca o trabalho de reprodução social e ecológica no coração de sua visão do futuro; sua vanguarda são aqueles cujo trabalho tem sido feminizado e menosprezado. É um programa que é politicamente versado no terreno da Política existente, envolvendo organizações existentes, ao mesmo tempo em que imagina um futuro que rompe bruscamente com o presente.

Devemos seguir esse exemplo e trabalhar para visualizar o futuro que desejamos e as forças que podem nos levar até lá – e depois nos organizar. Podemos manter o planeta habitável construindo um mundo suportável, mas não temos tempo para desperdiçar. •

Tradução: Lenna Nascimento

Revisão: Everton Lourenço


Notas

[1] Os usos da palavra “liberal” na política estadunidense facilmente geram confusão. Na Esquerda Radical estadunidense, bem como na revista Jacobin, o termo é mais usado para se referir à elite “progressista” na mídia, em universidades e no Partido Democrata, formada em geral por defensores da ordem Capitalista (e muitas vezes até mesmo de sua versão neoliberal e de outras posições reacionárias, como no caso de gente como Obama ou os Clinton) mas ainda se mantendo, pelo menos relativamente – e considerando o cenário político estadunidense-, mais à Esquerda (ou sendo mais “progressista”) do que o Partido Republicano, pelo menos nos costumes, na defesa de minorias, etc.

Há também o uso mais conhecido de “liberal” relacionado à ideia de “progressista” – principalmente nos discursos conservadores/reacionários estadunidenses.

No Brasil, na maioria das vezes, o termo “liberal” tem sido usado mais no mesmo sentido que “libertário” ou que “libertariano” – ou seja, para uma série de posições de Direita relacionada à ideia de liberalismo econômico e expansão da esfera do Mercado. Há pela Esquerda muitas críticas à apropriação pela Direita “liberal” da ideia de Liberdade, juntamente de acusações de que a ordem defendida por tais “liberais” não corresponde à uma expansão da Liberdade para a maioria das pessoas – ver Pelo menos o Capitalismo é Livre e Democrático, né de Erik Olin Wright; As Perspectivas da Liberdade, de David Harvey; O Mercado é Mesmo Bom? de Luis Felipe Miguel; e Uma Filosofia Para o Proprietariado, de Rob Hunter.

Para evitar confusão com o caso brasileiro, em casos como o do texto opto por traduzir “liberals” para “progressistas” – mas isso gera outra confusão possível, visto que no Brasil quando falamos em progressismo me parece que em geral estamos falando em posições mais à Esquerda do que seria o “liberal” ao qual a revista Jacobin se refere. Porém, nesse optei por manter o “liberais” pela listagem seguinte identificar diretamente Elon Musk e outros – não pareceu uma boa ideia chamá-los de “progressitas”. [N.M.]

[2] no Minhocário costumamos sempre nos referir ao que tem relação com os EUA como “estadunidense”, mas aqui a expressão “século americano” tem um significado próprio. – https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_Americano. [N.M.]

[3] piada com o “make America great again” (“tornar os EUA ótimos novamente”) da campanha de Trump. [N.M.]

[4] referência à sala do presidente na Casa Branca. [N.M.]

[5] estadunidense, mas também podemos pensar no caso brasileiro. [N.M.]

[6] ver Vivo Sob o Sol e Rumo a Um Socialismo Ciborgue, da própria autora. [N.M.]

[7] ver O Socialismo Vai Ser Chato?, de Danny Katsch; ‘Rumo a Uma Sociedade Pós-Trabalho‘, de David Frayne; ‘Renda Básica e o Futuro do Trabalho‘, de David Raventós e Julie Wark ; ‘Políticas Para Se ‘Arranjar Uma Vida’‘, de Peter Frase; ‘Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância‘, de Peter Frase; ‘Socialismo Como Futuro Automatizado e Igualitário em Resposta à Crise Ambiental‘, de Peter Frase;  Comunismo Verde Totalmente Automatizado, de Aaron Bastani; ‘Planejando o Bom Antropoceno’, de Leigh Phillips e Michal Rozworski; ‘Socialismo, Mercado, Planejamento e Democracia‘, de Seth Ackerman, John Quiggin, Tyler Zimmer, Jeff Moniker, Matthijs Krul, HumanaEsfera  [N.M.]

[8] no original, “Rust Belt”, as antigas cidades industriais do centro/norte do país, que foram duramente golpeadas pelo neoliberalismo e seu modelo de globalização, que envolveu o remanejamento de muitas dessas atividades industriais para a China e outros países subdesenvolvidos, que ofereciam mão de obra mais barata. O impacto do neoliberalismo sobre essas cidades foi muito bem retratado nos documentários de Michael Moore “Roger e Eu” e “Capitalismo, Uma História de Amor”. Para quem não tem muita clareza sobre o que significa “neoliberalismo”, vale muito a pena ler a introdução de George Monbiot sobre o tema para o jornal The Guardian: ‘Neoliberalismo, a Ideologia na Raiz de Nossos Problemas’, além de ‘Desabamento Contínuo: Neoliberalismo Como Estágio da Crise Capitalista, Rendição Social-Democrata, Revolta Popular Recente e as Aberturas à Esquerda’, de Robert Brenner. ‘Como Vai Acabar o Capitalismo?’, de Wolfgang Streeck faz uma análise do desmonte trazido pelo período neoliberal e defende que seu sucesso pode estar levando o Capitalismo global a uma ruptura, mesmo na ausência de uma alternativa global organizada. Em ‘Realismo Capitalista e a Exclusão do Futuro’ e ‘Como Matar Um Zumbi: Elaborando Estratégias Para o Fim do Neoliberalismo’, Mark Fisher comenta a perda do impulso ideológico à frente que marcou o domínio do Neoliberalismo em suas décadas de certezas absolutas (dos  anos 80 até a crise de 2008) e também analisa questões que os movimentos da Esquerda precisarão resolver para derrubá-lo de vez. Outros textos interessantíssimos sobre o neoliberalismo podem ser acessados aqui. [N.M.]

[9] Para mais textos que tocam neste ponto, ver ‘Políticas Para Se ‘Arranjar Uma Vida’‘, de Peter Frase; ‘Renda Básica e o Futuro do Trabalho‘, de David Raventós e Julie Wark ;  ‘Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância‘, de Peter Frase; para textos sobre a relação entre socialismo e feminismo e entre socialismo e a luta contra o racismo, ver ‘O Socialismo e o Feminismo Não Entram Às Vezes Em Conflito?’, de Nicole Aschoff e ‘E Sobre o Racismo? Os Socialistas Não Se Preocupam Só Com Classe?’, de Keeanga-Yamahtta Taylor. [N.M.]

[10] que arrasou comunidades pobres e trabalhadoras em Nova Orleans. [N.M.]

[11] A Gente Trabalha Demais, Mas Não Precisa Ser Assim, e ‘Políticas Para Se ‘Arranjar Uma Vida’‘, de Peter Frase; de Peter Frase; ‘Rumo a Uma Sociedade Pós-Trabalho‘, de David Frayne;  Comunismo Verde Totalmente Automatizado, de Aaron Bastani;  ‘Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância‘, de Peter Frase; [N.M.]

[12]  ‘Renda Básica e o Futuro do Trabalho‘, de David Raventós e Julie Wark; ‘Políticas Para Se ‘Arranjar Uma Vida’‘, de Peter Frase; ‘Rumo a Uma Sociedade Pós-Trabalho‘, de David Frayne; Vivo Sob o Sol, da própria Alyssa Battistoni; ‘Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância‘, de Peter Frase; [N.M.]

[13] Ver Um Mundo Socialista Não Significaria Só Uma Crise Ambiental Maior Ainda?, da própria Alyssa Battistoni. [N.M.]

[14] O New Deal (“Novo Acordo”) foi o plano estadunidense para lidar com as consequências da crise de 29, composto por uma série de programas sociais e de investimento produtivo, aplicado por Franklin Delano Roosevelt (1933-1937). Há ambientalistas de Esquerda Radical que defendem que se pode pensar em um New Deal verde como um plano para alterar a infraestrutura para uma mais verde e gerar bons empregos no processo – ver Vivo Sob o Sol, da própria Alyssa Battistoni; [N.M.]

[15] Em inglês, “Great Society”, série de programas sociais implementados no governo Lyndon Johnson, que buscavam eliminar a pobreza e as injustiças raciais. [N.M.]

[16] Ver Dossiê Corbyn, Democratizar Isso, de Michal Rozworski e   [N.M.]

[17] Ver Um Mundo Socialista Não Significaria Só Uma Crise Ambiental Maior Ainda?, Vivo Sob o Sol, e Rumo a Um Socialismo Ciborgue, da própria autora; ‘Socialismo Como Futuro Automatizado e Igualitário em Resposta à Crise Ambiental‘, de Peter Frase;  Comunismo Verde Totalmente Automatizado, de Aaron Bastani; ‘Planejando o Bom Antropoceno’, de Leigh Phillips e Michal Rozworski; [N.M.]

[18] “Leap Manifesto” – https://leapmanifesto.org/en/the-leap-manifesto/o-manifesto-salto/ [N.M.]

[19] Ver O Socialismo Vai Ser Chato?, de Danny Katch; ‘Rumo a Uma Sociedade Pós-Trabalho‘, de David Frayne; ‘Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância‘, de Peter Frase; [N.M.]

[20] Aqui estamos falando de elementos centrais do Capitalismo. Ver “Uma Definição de Capitalismo”, de E. K. Hunt e Mark Lautzenheiser; outros bons textos sobre as características e contradições do Capitalismo podem ser encontrados em “Sobre Capitalismo [Leituras Temáticas #1] – O que é? Quais são suas características, problemas e limites?”; [N.M.]


Leituras Relacionadas

  • Um Mundo Socialista Não Significaria Só Uma Crise Ambiental Maior Ainda? [Alyssa Battistoni] – “Sob o Socialismo, nós tomaríamos decisões sobre o uso de recursos democraticamente, levando em consideração necessidades e valores humanos, ao invés da maximização dos lucros.
  • Rumo a um Socialismo Ciborgue [Alyssa Battistoni] – “A Esquerda precisa de mais vozes e de críticas mais afiadas que coloquem nossa análise do poder e de justiça no centro das discussões ambientais, onde elas devem estar.”
  • O Socialismo Vai Ser Chato? [Danny Katch] – “O Socialismo não é sobre induzir uma branda mediocridade. É sobre libertar o potencial criativo de todos.
  • Vivo Sob o Sol [Alyssa Battistoni] – “Não há caminho rumo a um futuro sustentável sem lidar com as velhas pedras no caminho do ambientalismo: consumo e empregos. E a maneira de fazer isso é através de uma Renda Básica Universal. “
  • O Mito do Antropoceno [Andreas Malm] – Culpar toda a Humanidade pela mudança climática deixa o Capitalismo sair ileso.
  • Obsolescência Planejada: Armadilha Silenciosa na Sociedade de Consumo[Valquíria Padilha e Renata Cristina A. Bonifácio] – O crescimento pelo crescimento é irracional. Precisamos descolonizar nossos pensamentos construídos com base nessa irracionalidade para abrirmos a mente e sairmos do torpor que nos impede de agir
  • Socialismo Como Futuro Automatizado e Igualitário em Resposta à Crise Ambiental – [Peter Frase] Se os avanços tecnológicos da Quarta Revolução Industrial (em campos como Inteligência Artificial, Robótica avançada, fabricação aditiva, etc) forem o suficiente para automatizarmos a maior parte dos empregos, reduzindo a um mínimo a necessidade de trabalho humano, a produção de mercadorias através de trabalho assalariado estará superada – e, portanto, também o capitalismo. Se isso for alcançado em uma sociedade mais igualitária, democrática, sustentável e racional, ainda assim é possível que teremos de nos organizar para lidar com o estrago deixado no planeta pelo sistema capitalista, planejando, executando e administrando  projetos gigantescos de reconstrução, geo-engenharia e racionamento de recursos limitados. Em outras palavras, provavelmente ainda precisaremos de algum tipo de Estado.
  • A Fantasia do Livre-Mercado [Nicole M. Aschoff] – “Designar o mercado como ‘natural’ e o Estado como ‘antinatural’ é uma ficção conveniente para aqueles casados com o status quo. O “capitalismo consciente”, embora atraente em alguns aspectos, não é uma solução para a degradação ambiental e social que acompanha o sistema de produção voltado ao lucro. A sociedade precisa decidir em que tipo de mundo deseja viver, e essas decisões devem ser tomadas por meio de estruturas e processos democráticos.”
  • Planejando o Bom Antropoceno – [Leigh Phillips e Michal Rozworski] O mercado está nos levando cegamente a uma calamidade climática – o planejamento democrático é uma saída.
  • Bill Gates Não Vai Nos Salvar [E Nem Elon Musk] – [Ben Tarnoff] Quando se trata de tecnologia verde, apenas o Estado pode fazer o que o Vale do Silício não pode.
  • Inovação Vermelha [Tony Smith] – “Longe de sufocar a inovação, uma sociedade Socialista colocaria o progresso tecnológico a serviço das pessoas comuns.”
  • Tecnologia e Ecologia Como Apocalipse e Utopia – [Peter Frase] “Muito se tem falado sobre os impactos da Crise Climática e de novas tecnologias de Automação de postos de trabalho para o nosso futuro em comum. Como as relações de propriedade e produção capitalistas e a Política, especificamente a Luta de Classes, se encaixam neste quadro? Será que a possibilidade de automação quase generalizada seria o bastante para garantir que ela ocorrerá? Qual seria o impacto dela sobre as condições de vida das pessoas? Com base nesses elementos, que tipo de cenários podemos esperar à partir do fim do Capitalismo?”
  • Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância – [Peter Frase] “Um mundo em que a tecnologia tenha superado ou reduzido a um mínimo (e de forma sustentável) a necessidade de trabalho humano; em que esse potencial seja compartilhado com todos, eliminando a exploração e a alienação das relações de trabalho assalariado; onde as hierarquias derivadas do Capital tenham sido suplantadas por um modelo mais igualitário, agora capaz não só de sanar as necessidades de todos, mas de permitir o livre desenvolvimento de cada um, parece para muitos como um sonho de utopia inalcançável e ingênuo, onde não existiriam quaisquer conflitos ou hierarquias. Será mesmo?
  • Todo Poder aos “Espaços de Fazedores” [Guy Rundle] – “A impressão 3-D em sua forma atual pode ser um retorno às obrigações enfadonhas do movimento “pequeno é belo”, mas tem o potencial para fazer muito mais.
  • A Revolução Cybersyn [Eden Medina] – Cinco lições de um projeto de computação socialista no Chile de Salvador Allende.
  • Quatro Futuros – [Peter Frase] Uma coisa de que podemos ter certeza é que o Capitalismo vai acabar; a questão, então, é o que virá depois.
  • Rentismo: Um Futuro Automatizado de Abundância Bloqueada Pela Desigualdade – [Peter Frase] Na penúltima parte da série sobre possíveis futuros após o fim do Capitalismo, – com o fim do uso de trabalho humano assalariado na produção de mercadorias, extrapolando as tendências atuais de aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial, Robótica, Fabricação Aditiva, Nanotecnologia, etc – encaramos uma distopia em que as elites do sistema capitalista atual têm sucesso em manter seus privilégios e poderes, usando patentes e direitos autorais para bloquear e restringir para si o que poderia ser o livre-acesso universal à abundância possibilitada pelas conquistas do conhecimento humano num cenário em que a própria escassez poderia ser deixada para trás.
  • Exterminismo: ‘Solução Final’ Num Futuro Automatizado de Desigualdade e Escassez – [Peter Frase] A cada semana somos bombardeados por notícias sobre avanços tecnológicos assombrosos, que prometem diminuir, e muito, a necessidade de trabalho humano nas mais diversas atividades. De fato, podemos imaginar que em algum momento no futuro teremos a necessidade de muito pouco trabalho humano na produção de mercadorias. Mas e se chegarmos nesse ponto ainda divididos entre podres de ricos e “a ralé”? E se os recursos naturais de energia e de matérias-primas não forem o bastante para garantir uma vida luxuriante para todos? E se, do ponto de vista dos abastados, os ex-trabalhadores passarem a representar apenas um “peso inútil”, ou até mesmo, um risco “desnecessário”? No último capítulo sobre possíveis futuros automatizados com o fim do Capitalismo, somos confrontados por uma distopia de desigualdade e crueldade cujas raízes já podemos notar em muitas tendências atuais.
  • O Ano em Que o Capitalismo Real Mostrou a Que Veio – [Jerome Roós] “Tudo que nós um dia deveríamos temer sobre o socialismo — desde repressão estatal e vigilância em massa até padrões de vida em queda — aconteceu diante de nossos olhos
  • Bill Gates, Socialista? [Leigh Phillips] – “Bill Gates está certo: o setor privado está sufocando a inovação em energias limpas. Mas esse não é o único lugar em que o Capitalismo está nos limitando.
  • O Lamentável Declínio das Utopias Espaciais [Brianna Rennix] – “Narrativas ficcionais são um fator enorme moldando nossas expectativas do que é possível. Infelizmente, utopias estão atualmente fora de moda, como a tediosa proliferação de ficção distópica e filmes de desastre parece indicar. Por que só “libertarianos” fantasiam sobre o espaço hoje em dia?”
  • Lingirie Egípcia e o Futuro Robô [Peter Frase] – O pânico sobre automação erra o alvo – o verdadeiro problema é que os próprios trabalhadores são tratados feito máquinas.”
  • Os Ricos Não Merecem Ficar Com a Maior Parte do Seu Dinheiro? – “A riqueza é criada socialmente – a redistribuição apenas permite que mais pessoas aproveitem os frutos do seu trabalho.”
  • Contando Com os Bilionários [Japhy Wilson] – Filantropo-capitalistas como George Soros querem que acreditemos que eles podem remediar a miséria econômica que eles mesmos criam.
  • A Sociedade do Smartphone [Nicole M. Aschoff] – “Assim como o automóvel definiu o Século XX, o Smartphone está reformulando como nós vivemos e trabalhamos hoje em dia.”
  • Bill Gates e os 4 Bilhões na Pobreza [Michael Roberts] – “A pobreza global está caindo ou crescendo? Sabe-se que a desigualdade global vem aumentando rapidamente nas últimas décadas, mas muitos defensores do capitalismo se apressam para nos afirmar que, apesar disso, nunca estivemos melhor. Será mesmo?
  • Uma Economia Para os 99% – relatório da Oxfam apresentando dados sobre a situação atual das desigualdades sociais; os mecanismos que as vêm reproduzindo e aprofundando mundo à fora; sobre como isso destrói qualquer possibilidade de democracia; e sobre possíveis medidas para superar esta situação;
  • Pikettyismos [Ladislau Dowbor] – “O livro de Thomas Piketty [documentando toda a trajetória da desigualdade no mundo desenvolvido desde o século XIX e provando que ela vem crescendo rapidamente nas últimas décadas, desde a virada para o Neoliberalismo] está nos fazendo refletir, não só na esquerda, mas em todo o espectro político. Cada um, naturalmente, digere os argumentos, e em particular a arquitetura teórica do volume, à sua maneira.”
  • ABCs do Socialismo
  • Por Que Socialismo? – Albert Einstein explica, de maneira clara e objetiva, os problemas fundamentais que enxerga na sociedade capitalista e porque uma sociedade socialista poderia ser o caminho para superá-los.
  • Socialismo, Mercado, Planejamento e Democracia [Seth Ackerman, John Quiggin, Tyler Zimmer, Jeff Moniker, Matthijs Krul, HumanaEsfera] – “O socialismo promete a emancipação humana, com o alargamento da democracia e da racionalidade para a produção e distribuição de bens e serviços e o uso da tecnologia acumulada pela humanidade para a redução a um mínimo do trabalho necessário por cada pessoa, liberando seu tempo para o seu livre desenvolvimento. Como organizar uma economia socialista para realizar essas promessas?”
  • Votando Sob o Socialismo – [Peter Frase] Vai ser mais significativo – mas esperamos que não envolva assembleias sem-fim.
  • Democratizar Isso [Michal Rozworski] – “Os planos do Partido Trabalhista inglês para buscar modelos democráticos de propriedade são o aspecto mais radical do programa de Corbyn, e um dos mais radicais que temos visto na política dominante em muito tempo.”
  • Economia e Planejamento Soviéticos e as Lições na Queda – [Paul Cockshott e Allin Cottrel] “Desde os anos 90 temos sido bombardeados por relatos sobre como a queda da União Soviética seria uma prova definitiva da impossibilidade de qualquer forma de Economia Planejada racionalmente, de qualquer forma de Economia Socialista, de qualquer forma de Socialismo – e de que não existiria alternativa para organizar a produção e o consumo das sociedades humanas a não ser o Capitalismo de Livre-Mercado. Será mesmo?
  • Bancos, Finanças, Socialismo e Democracia – [Ladislau Dowbor, Nuno Teles e J. W. Mason] Os bancos são instituições centrais na articulação das atividades no sistema capitalista. Como essas instituições deixaram de cumprir suas funções básicas e passaram a estender seu domínio sobre toda a economia? Podemos ver o sistema financeiro como um ambiente “neutro” cujos resultados são os “naturais” gerados pelos “mercados”? Será que dividir os grandes bancos será o suficiente para resolver essa situação?
  • O Comunismo Não Passa de Um Sonho de Utopia? Só Funcionaria Com Pessoas Perfeitas? – [Terry Eagleton] “O Comunismo é apenas um sonho de ingenuidade, utopia e perfeição? Ele ignora a maldade e o egoísmo que estariam na essência da natureza humana? Um tal sistema precisaria que todos pensassem e agissem de uma única maneira, só poderia funcionar com pessoas perfeitas e harmoniosas como peças de relógio, nunca com os seres humanos diversos e falhos que realmente existem?”
  • Precisamos Dominá-la [Peter Frase] – “Nosso desafio é ver na tecnologia tanto os atuais instrumentos de controle dos empregadores quanto as precondições para uma sociedade pós-escassez.
  • Tecnologia e Estratégia Socialista [Paul Heidmann] – “Com poderosos movimentos de classe em sua retaguarda, a tecnologia pode prometer a emancipação do trabalho, ao invés de mais miséria.
  • Políticas Para Se ‘Arranjar Uma Vida’ [Peter Frase] – “O trabalho em uma sociedade capitalista é um fenômeno conflituoso e contraditório. Uma política para a classe trabalhadora tem de ser contra o trabalho, apelando para o prazer e o desejo, ao invés de sacrifício e auto-negação.
  • Todo Poder aos “Espaços de Fazedores” [Guy Rundle] – “A impressão 3-D em sua forma atual pode ser um retorno às obrigações enfadonhas do movimento “pequeno é belo”, mas tem o potencial para fazer muito mais.
  • Os Robôs Vão Tomar Seu Emprego? [Nick Srnicek e Alex Williams] – “Com a automação causando ou não uma devastação nos empregos, o futuro do trabalho sob o capitalismo parece cada vez mais sombrio. Precisamos agora olhar para horizontes pós-trabalho.”
  • Robôs e Inteligência Artificial: Utopia ou Distopia? [Michael Roberts] – “Diz muito sobre o momento atual que enquanto encaramos um futuro que pode se assemelhar ou com uma distopia hiper-capitalista ou com um paraíso socialista, a segunda opção não seja nem mencionada.”
  • Robôs, Crescimento e Desigualdade – Mesmo uma instituição como o FMIvem notando as tendências que a automação de empregos devem gerar nas próximas décadas, incluindo um crescimento vertiginoso da desigualdade social, e a necessidade de compartilhar a abundância prometida por essas inovações.
  • Automação e o ‘Fim do Trabalho’ na Mídia Internacional Dominante 
  • Como Vai Acabar o Capitalismo? – [Wolfgang Streeck] “O epílogo de um sistema em desmantêlo crônico: A legitimidade da ‘democracia’ capitalista se baseava na premissa de que os Estados eram capazes de intervir nos mercados e corrigir seus resultados, em favor dos cidadãos; hoje, as dúvidas sobre a compatibilidade entre uma economia capitalista e um sistema democrático voltaram com força total.”
  • Neoliberalismo, A Ideologia na Raiz de Nossos Problemas – [George Monbiot] “Crise financeira, desastre ambiental e mesmo a ascensão de Donald Trump – o Neoliberalismo,  a ideologia dominante no ‘Ocidente’ desde os anos 80, desempenhou seu papel em todos eles. Como surgiu e foi adotado pelas elites a ponto de tornar-se invisível e difuso? Por que a Esquerda fracassou até agora em enfrentá-lo?”
  • Desabamento Contínuo: Neoliberalismo Como Estágio da Crise Capitalista, Rendição Social-Democrata, Revolta Popular Recente e as Aberturas à Esquerda – [Robert Brenner] Na fase atual do neoliberalismo, o capitalismo não é mais capaz de garantir crescimento e desenvolvimento semelhantes aos estágios anteriores. Nem mesmo se mostra capaz de garantir condições de vida aos trabalhadores e, assim, assegurar seu apoio ao sistema – passando a depender cada vez mais do medo imposto sobre os mesmos sobre a perda de seus empregos, sobre o futuro, e sobre repressão – e despertando revolta de massa à Esquerda e à Direita. O que se segue é uma tentativa inicial e muito parcial de apresentar como entendemos o panorama político de hoje; uma série de suas características notáveis; as aberturas que se apresentam aos movimentos e à Esquerda; e os problemas que a Esquerda enfrenta.
  • O Projeto Socialista e a Classe Trabalhadora – [David Zachariah] “As pessoas na Esquerda estão unidas em seu objetivo de uma sociedade em que cada indivíduo encontre meios aproximadamente iguais para o pleno desenvolvimento de suas capacidades diversas. O que distingue os socialistas é o reconhecimento de que a forma específica como a sociedade está organizada para reproduzir a si mesma também reproduz grandes desigualdades sociais nos padrões de vida, emprego, condições de trabalho, saúde, educação, habitação, acesso à cultura, meios de desenvolvimento e frutos do trabalho social, etc.
  • O País Já Não é Meio Socialista? – Não, Socialismo não é só sobre mais governo – é sobre propriedade e controle democráticos.
  • Pelo Menos o Capitalismo é Livre e Democrático, Né? – Pode parecer que é assim, mas Liberdade e Democracia genuínas não são compatíveis com o Capitalismo.
  • O Socialismo Soa Bem na Teoria, Mas a Natureza Humana Não o Torna Impossível de Se Realizar? – “Nossa natureza compartilhada na verdade nos ajuda a construir e definir os valores de uma sociedade mais justa.”
  • Os Ricos Não Merecem Ficar Com a Maior Parte do Seu Dinheiro? – “A riqueza é criada socialmente – a redistribuição apenas permite que mais pessoas aproveitem os frutos do seu trabalho.”
  • Os Socialistas Vão Levar Meus CDs do Calypso? – Socialistas querem um mundo sem Propriedade Privada, não sem Propriedade Pessoal. Você pode guardar seus discos.
  • O Socialismo Não Termina Sempre em Ditadura? – O Socialismo é muitas vezes misturado com autoritarismo. Mas historicamente, Socialistas tem estado entre os defensores mais convictos da Democracia.
  • O Socialismo Não É Só Um Conceito Ocidental? – O Socialismo não é Eurocêntrico por que a lógica do Capital é universal – e a resistência a ela também.
  • E Sobre o Racismo? Os Socialistas Não Se Preocupam Só Com Classe? – Na verdade acreditamos que a luta contra o Racismo é central para desfazer o poder da classe dominante. 
  • O Socialismo e o Feminismo Não Entram Às Vezes Em Conflito? – Em última análise, os objetivos do Feminismo radical e do Socialismo são os mesmos – Justiça e Igualdade para todas as pessoas.
  • Um Mundo Socialista Não Significaria Só Uma Crise Ambiental Maior Ainda? – “Sob o Socialismo, nós tomaríamos decisões sobre o uso de recursos democraticamente, levando em consideração necessidades e valores humanos, ao invés da maximização dos lucros.
  • Os Socialistas São Pacifistas? Algumas Guerras Não São Justificadas? – Socialistas querem erradicar a guerra por que ela é brutal e irracional. Mas nós pensamos que existe uma diferença entre a violência dos oprimidos e a dos opressores. 
  • Por Que os Socialistas Falam Tanto em Trabalhadores? – Os trabalhadores estão no coração do sistema capitalista. E é por isso que eles estão no centro da política socialista. 
  • Os Socialistas Querem Tornar Todos Iguais? Querem Acabar Com a Nossa Individualidade?
  • O Marxismo Está Ultrapassado? Ele Só Tinha Algo a Dizer Sobre a Inglaterra do Século XIX, e Olhe Lá?
  • O Marxismo é Uma Ideologia Assassina, Que Só Pode Gerar Miséria? – “O Marxismo é uma ideologia sanguinária e assassina, que só pode gerar miséria compartilhada? Socialismo significa falta de liberdade e uma economia falida?”
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