Bancos, Finanças, Socialismo e Democracia

Os bancos são instituições centrais na articulação das atividades no sistema capitalista. Como essas instituições deixaram de cumprir suas funções básicas e passaram a estender seu domínio sobre toda a economia? Podemos ver o sistema financeiro como um ambiente “neutro” cujos resultados são os “naturais” gerados pelos “mercados”? Será que dividir os grandes bancos será o suficiente para resolver essa situação?

por Ladislau Dowbor, Nuno Teles e J. W. Mason

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“Hand Vote” [Votação na Mão], de Kota Ezawa

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Como Matar Um Zumbi: Elaborando Estratégias Para o Fim do Neoliberalismo

Uma ideologia que prometia nos libertar da burocracia estatal socialista tem, ao invés, imposto uma burocracia própria sua. Isso só parece um paradoxo se tomarmos o neoliberalismo em suas próprias palavras.

por Mark Fisher, na Open Democracy, Julho de 2013

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“Zumbis não te amam! Mire na cabeça!” | Flickr | Acey Duecy

Por que a esquerda tem feito tão pouco progresso, cinco anos [1] depois de uma grande crise do capitalismo ter desacreditado o neoliberalismo? [2] Desde 2008, o neoliberalismo pode ter perdido o febril impulso pra frente que um dia possuiu, mas está longe de colapsar. [3] Segue agora cambaleando como um zumbi – mas como os fãs de filmes de zumbis sabem muito bem, às vezes é mais difícil matar um zumbi do que uma pessoa viva.

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Dossiê Corbyn

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Apresentamos abaixo, em parceria com o prof. Victor Marques, da UFABC, uma série de textos discutindo o fenômeno Corbyn na Inglaterra. Nas palavras do Victor:

Um Dossiê Corbo-futurista

Esse mês eu e o Everton Lourenço, do blog O Minhocário, trabalhamos juntos para traduzir uma série de textos publicados originalmente em inglês sobre a surpreendente campanha do Partido Trabalhista e, mais importante, como em pouco tempo ela foi capaz de transformar radicalmente a paisagem política do Reino Unido. A importância histórica desse evento não deve ser minimizada: ao que me consta, é a primeira vez que um partido de massas, esclerosado e envelhecido, é trazido de volta à vida por meio da mobilização multitudinária de base, tornando-se novamente um instrumento útil ao movimento social de contestação e reativando a imaginação utópica pós-capitalista. Os textos foram quase todos escritos por jovens militantes, ligados mais à política radical de rua do que à política institucional parlamentar, e buscam refletir a partir dessa novidade eleitoral que caminhos se abrem para pensarmos estrategicamente nosso futuro comum.

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Realismo Capitalista e a Exclusão do Futuro

O fracasso do futuro assombra o capitalismo: depois de 1989, a vitória do capitalismo não consistiu na sua reivindicação confiante do futuro, mas em negar que o futuro seja possível. Tudo o que podemos esperar, temos sido levados a acreditar, é mais do mesmo – mas em telas de resolução mais alta com conexões mais rápidas. A assombralogia, penso, expressa insatisfação com esta exclusão do futuro. […]  Parte da batalha agora será para garantir que o neoliberalismo seja percebido como morto. Acho que isso já está acontecendo. Há uma mudança nas atmosferas culturais, pequena no momento, mas vai crescer.”

Mark Fisher, entrevistado por Rowan Wilson em 2010, Verso Books

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“Sem Futuro”, grafite do artista Banksy

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Não Há Alternativa?

“Para muita gente, a presente situação parece fundamentalmente inalterável. Esta impressão parece ser reforçada por um dos slogans políticos mais frequentemente repetidos pelos que tomam as decisões por nós: ‘não há outra alternativa.’ Contudo, a dedicação de nossos líderes políticos ao avanço dos imperativos do sistema do capital não elimina suas deficiências estruturais e seus antagonismos potencialmente explosivos. Descobrir uma saída do labirinto das contradições do sistema do capital global por meio de uma transição sustentável para uma ordem social muito diferente é, portanto, mais imperativo hoje do que jamais o foi, diante da instabilidade cada vez mais ameaçadora.”

por István Mészáros

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Exemplares do “não há alternativa” no Brasil: Henrique Meirelles, Michel Temer e seus apoiadores na mídia bombardearam os brasileiros com esse discurso para impor as “reformas” desejadas pelo Mercado Financeiro no país – congelamento do orçamento, desmonte da previdência, dos direitos trabalhistas, dos serviços públicos, etc.

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Democratizar Isso

Os planos do Partido Trabalhista inglês para buscar modelos democráticos de propriedade são o aspecto mais radical do programa de Corbyn, e um dos mais radicais que temos visto na política dominante em muito tempo.

por Michal Rozworski, na Revista Jacobin, Junho de 2017

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Rohit Mattoo | Flickr

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Economia e Planejamento Soviéticos e as Lições na Queda

Desde os anos 90 temos sido bombardeados por relatos sobre como a queda da União Soviética seria uma prova definitiva da impossibilidade de qualquer forma de Economia Planejada racionalmente, de qualquer forma de Economia Socialista, de qualquer forma de Socialismo – e de que não existiria alternativa para organizar a produção e o consumo das sociedades humanas a não ser o Capitalismo de Livre-Mercado. Será mesmo?

por Paul Cockshott e Allin Cottrell

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Mulher apoia sua bolsa sobre monumento derrubado, 1991 | Foto: Alexander Nemenov | AFP | Getty Images


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O Projeto Socialista e a Classe Trabalhadora

“As pessoas na Esquerda estão unidas em seu objetivo de uma sociedade em que cada indivíduo encontre meios aproximadamente iguais para o pleno desenvolvimento de suas capacidades diversas. O que distingue os socialistas é o reconhecimento de que a forma específica como a sociedade está organizada para reproduzir a si mesma também reproduz grandes desigualdades sociais nos padrões de vida, emprego, condições de trabalho, saúde, educação, habitação, acesso à cultura, meios de desenvolvimento e frutos do trabalho social, etc.

por David Zachariah, em ‘Arguments for Socialism’ [‘Argumentos Pelo Socialismo’] [Paul Cockshott e David Zachariah, 2012], 2011

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O punho erguido, um dos mais reconhecidos símbolos da luta socialista | Memorial de Bubanj em homenagem aos mortos na resistência contra o fascismo na antiga Iugoslávia | Foto: Mikica Andrejic

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Rumo a uma Sociedade Pós-Trabalho

A ‘Política do Tempo’ oferece uma resposta à atual crise do trabalho, nos convidando a falar sobre as condições para a liberdade e o tipo de sociedade em que queremos viver. É uma oportunidade para finalmente cumprir a promessa original do desenvolvimento produtivo do capitalismo: nos permitir desfrutar coletivamente de mais tempo livre, para explorar essas aptidões e aspectos de nós mesmos que muitas vezes ficam marginalizados em um mundo centrado no trabalho. “Precisamos tomar de volta o futuro das mãos do capitalismo e construir, nós mesmos, o mundo do século XXI que queremos.”

por David Frayne, na revista Roar, Junho de 2016

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Imagem: Mirko Rastic | Roar Magazine

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