A Fantasia do Livre-Mercado

“Designar o mercado como ‘natural’ e o Estado como ‘antinatural’ é uma ficção conveniente para aqueles casados com o status quo. O “capitalismo consciente”, embora atraente em alguns aspectos, não é uma solução para a degradação ambiental e social que acompanha o sistema de produção voltado ao lucro. A sociedade precisa decidir em que tipo de mundo deseja viver, e essas decisões devem ser tomadas por meio de estruturas e processos democráticos.”

por Nicole M. Aschoff,  na Revista Jacobin, Abril de 2015

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Uma ponte num canal governamental em Menasha, WI, EUA.

John Mackey passou seus anos formativos tentando adivinhar o propósito de sua vida. Depois de muita busca em sua alma e muita leitura, ele tomou uma decisão importante: viesse inferno ou enchente, “ele seguiria seu coração onde quer que o levasse.”

Desde 1980, seu coração o levou a criar e administrar a ‘Whole Foods Market’ – “uma loja que vende comida saudável às pessoas e oferece bons empregos.” Mais recentemente, Mackey embarcou em uma missão maior [1]: “libertar o extraordinário poder dos negócios e do Capitalismo para criar um mundo no qual todas as pessoas vivam vidas cheias de prosperidade, amor e criatividade – um mundo de compaixão, liberdade e prosperidade “.

Mackey não é o seu típico CEO. Ele não recebe um salário há mais de seis anos. Ele também doou todas as suas opções de ações recentes para a ‘Whole Planet’, uma organização sem fins lucrativos da ‘Whole Foods’ que fornece microcréditos de capital inicial para pessoas pobres (principalmente mulheres) em mais de 50 países em subdesenvolvidos.

Mackey dirige seu Prius (modelo antigo) para trabalhar todos os dias, com uma missão: ele quer que o planeta coma melhor e quer ensinar a outros empreendedores os segredos do “capitalismo consciente“. Ele acredita que se os empresários, e em termos mais gerais, a sociedade, perceberem o incrível poder de empresas “conscientes” para criar valor e curar o planeta, podemos reverter os erros das últimas décadas.

Ao honrar todas as partes interessadas, Whole Foods criaria um “sistema operacional” que estaria “em harmonia com os fundamentos da natureza humana” e do planeta.

Nos últimos trinta anos, as empresas têm ouvido que sua única responsabilidade social é lucrar. [2] Neste contexto ideológico, os movimentos recentes de mega-corporações como a Kraft, a Walmart, a McDonald’s, a Hewlett-Packard, a Nordstrom, a Nestlé, a IKEA, a Southwest Airlines, a Zappos e muitas outras para examinar suas cadeias de fornecedores e acelerar a adoção de práticas sustentáveis é supreendente e indica preocupações crescentes com o atual modelo global de extração, produção, distribuição e consumo.

Em 1972, pesquisadores do MIT publicaram [3] seu estudo “The Limits to Growth” [‘Os Limites Para O Crescimento’]. O projeto utilizou simulações computacionais para demonstrar o impacto potencialmente devastador do crescimento exponencial capitalista em um sistema fechado com recursos finitos. Examinando tendências de crescimento da população humana, industrialização, poluição e esgotamento de recursos, os autores do relatório sugeriram possíveis cenários de colapso no sistema global em meados do século XXI.

Nas décadas que se seguiram, emergiu uma consciência global compartilhada de que os seres humanos estão destruindo o planeta. Alguns cientistas até mesmo começaram a se referir ao tempo desde a ascensão do capitalismo industrial como a ‘era do antropoceno[4], argumentando que os seres humanos estão alterando o planeta de formas semelhantes aos principais eventos geológicos do passado.

Mackey concorda que as ações destrutivas de grandes corporações obcecadas com o lucro têm danificado o meio-ambiente, mas ele nega veementemente que o problema seja o capitalismo. Mackey argumenta que o “verdadeiro capitalismo”, ou capitalismo de livre-iniciativa (mercados livres + pessoas livres), é um sistema único e inerentemente virtuoso que, adequadamente aproveitado, pode curar o planeta.

Claro, as empresas têm se comportado mal recentemente, mas antes de jogarmos fora o bebê junto da água do banho, Mackey nos implora para lembrarmos que a maioria das coisas maravilhosas que temos no mundo, como carros, computadores, antibióticos e a Internet, são produtos de mercados livres, não de “decretos governamentais”.  As “tecnologias maravilhosas que encolheram o tempo e a distância” e nos livraram de “trabalho pesado sem sentido” se tornaram possíveis apenas por causa do capitalismo de livre-mercado – “sem dúvidas o maior sistema de inovação e cooperação social que já existiu. “

Em vez de culpar o capitalismo [5] pela desigualdade e degradação ambiental, Mackey sugere que devemos olhar para as ações dos governos. Deixando para trás a idéia dominante de que os Estados têm recuado para dar lugar ao mercado nas últimas três décadas, Mackey argumenta que os Estados se tornaram mais intervencionistas do que nunca, e que no processo eles “promoveram uma forma mutante de capitalismo chamado capitalismo de compadrio [6]“, que deveria ser culpada por muitos dos problemas que as sociedades enfrentam hoje.

Mackey não vê o capitalismo de compadrio como o capitalismo “verdadeiro”. Em vez disso, seria um produto de um governo grande em que políticos tentando preservar seus empregos agradáveis desenvolvem relacionamentos simbióticos e parasitários com empresários demasiado preguiçosos ou sem imaginação para competir com sucesso no mercado.

Na narrativa de Mackey, o capitalismo de compadrio tem sido exacerbado pelo crescente poder do setor financeiro e pela ideologia de valor para os acionistas – a idéia de que as empresas não são nada mais do que um fluxo de ativos projetados para maximizar os lucros para os acionistas. Mackey argumenta que essa obsessão com ganância e lucros “roubou a maioria das empresas de sua capacidade de se envolver e se conectar com as pessoas” e criou “problemas sistêmicos de longo prazo” que destroem a lucratividade e que podem ser profundamente prejudiciais para as pessoas e para o planeta.

Em vez de tentar obter uma mãozinha do governo ou fazer um dinheiro rápido no mercado de ações, Mackey diz que as empresas precisam arregaçar as mangas e repensar a forma de gerir um negócio. A primeira coisa que elas precisariam fazer é perceber que um negócio é um “sistema social”, não uma hierarquia. Todo mundo importa.

A narrativa do livre-mercado é atraente. Faz referência a valores como liberdade [7], criatividade [8] e beleza e se contrapõe a imagens de trabalho pesado, ditadura e fome. [9] Mas a história dos mercados (e das empresas que operam dentro deles) não é uma história da natureza.

Hoje, o discurso dominante que governa a discussão sobre mercados, estados e empresas é o neoliberalismo [10], e o modelo de negócios de livre-mercado e a narrativa histórica de Mackey se encaixam nitidamente dentro dessa estrutura. Nessa visão, a esfera econômica é “um sistema autônomo, auto-ajustável e auto-regulado que [pode] alcançar um equilíbrio natural espontaneamente e produzir maior riqueza”.

Mas a narrativa histórica do livre mercado carece de peso empírico. Como o historiador econômico Karl Polanyi argumentou décadas atrás [11], os mercados capitalistas são um produto da engenharia estatal, e não da natureza. [12]

A história do desenvolvimento industrial nos Estados Unidos, muitas vezes considerada o epicentro dos mercados livres, demonstra a natureza política dos mercados. A história da formação de mercados nos Estados Unidos revela uma estrutura industrial fornecida por bens e capital extraído do trabalho escravo e facilitada por uma tomada genocida de terras, patrocinada pelo Estado.

Uma legislação governamental de grande alcance protegia os mercados domésticos e as indústrias nascentes da concorrência externa [13], e os governos federal e estaduais desempenhavam um papel central [14] no desenvolvimento da infra-estrutura física (canais, estradas-de-ferro, telégrafos) e na criação de vastos corpos de conhecimento agrícola e industrial – todos elementos essenciais na gênese do capitalismo industrial americano.

Ao mesmo tempo, as maiores invenções e inovações da sociedade nos últimos duzentos anos – foguetes para a lua, penicilina, computadores, a Internet – não nos foram concedidas por empreendedores solitários e empresas operando em mercados livres sob condições de concorrência saudável. Foram o trabalho de instituições: o CERN e o Departamento de Defesa dos EUA criaram a Internet, enquanto os Bell Labs – uma subdivisão da AT & T, livre da concorrência no mercado por direitos de monopólio concedidos pelo governo federal – geraram transistores, radar, teoria da informação, controle de qualidade e dezenas de outras inovações centrais à nossa época. [15]

Quase todos os avanços em ciência, tecnologia e matemática surgiram de pessoas que trabalhavam juntas em universidades financiadas por fundos governamentais. Criatividade e inovação vêm de muitos lugares. As empresas produzem inovações influentes, mas o mesmo acontece com outras instituições que operam fora dos limites da motivação do lucro, mercados competitivos e dos resultados financeiros.

Como argumenta [16] Ha-Joon Chang [17], professor de economia de Cambridge, este não é um joguinho teórico nem simplesmente uma busca pela “verdade” histórica. Em vez disso, buscar a narrativa histórica correta é importante porque as histórias que contamos “afetam profundamente a própria maneira como entendemos a natureza e o desenvolvimento do mercado, bem como sua inter-relação com o Estado e outras instituições “.

Designar o mercado como ‘natural’ e o Estado como ‘antinatural’ é uma ficção conveniente para aqueles casados com o status quo. Faz com que a atual distribuição de poder, riqueza e recursos pareça natural e, portanto, inevitável e incontestável.

Mas é claro que isso não é verdade. Os Estados moldam, sustentam e muitas vezes criam mercados, incluindo mercados neoliberais. O aspecto desses mercados depende do equilíbrio das forças de classe em qualquer ponto do tempo. Mercados capitalistas e a desigualdade e degradação que eles engendram são criações políticas, não um produto da natureza. Natureza e sociedade (e Estados e mercados) são inseparáveis – produzidos simultaneamente pelos seres humanos através de processos ideológicos, políticos e econômicos.

Entender isso nos permite desafiar a idéia dominante de mercados livres “naturais” e o potencial emancipatório da empresa, prometido por Mackey.

Beleza. Mercados livres não existem e outras instituições como Estados claramente importam. Mas como essas outras instituições vão parar o aquecimento global e destruição da floresta tropical e extinção de espécies? [18] Estados, com exceção dos grandes atores, parecem mais fracos do que nunca (com menos autonomia, poder, autoridade) e sua capacidade de dizer às corporações o que fazer é limitada pela sua necessidade de desenvolvimento econômico e sua participação em organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio, que proíbem explicitamente a maioria das restrições ambientais.

Por outro lado, as corporações transnacionais estão mais fortes do que nunca. Uma empresa gigante, como a Unilever ou Walmart, afeta milhões de pessoas em todo o mundo todos os dias através de suas cadeias de suprimentos globais. Mercados livres não existem, mas talvez as corporações ainda sejam a melhor e mais sensata maneira de curar o planeta. Elas têm alcance, influência e uma capacidade incomparável para coordenar a ação rapidamente.

Na história de Mackey, uma corporação iluminada com uma missão positiva que honre todas as partes envolvidas pode curar o planeta. Ele diz que uma empresa pode criar um ciclo virtuoso de produção e consumo que resistirá ao teste do tempo se tratar corretamente seus fornecedores, seus trabalhadores, sua comunidade e o meio ambiente.

O “capitalismo consciente”, embora atraente em alguns aspectos, não é uma solução para a degradação ambiental e social que acompanha o sistema de produção voltado ao lucro. [19] As “leis coercitivas da concorrência” [20] são inescapáveis [21] no capitalismo, o que significa que filosofias empresariais “conscientes” terão vida curta.

Mais importante, mesmo a produção sustentável em um sistema com fins lucrativos consumirá e destruirá os recursos do planeta. Práticas de negócios sustentáveis são projetadas para tornar a produção global mais fácil e rentável para as empresas em um ambiente global cada vez mais competitivo. Embora façam os consumidores se sentir bem [22] e melhorem a eficiência e o desperdício ao nível da unidade, eco-práticas não desaceleram a produção e o consumo em um nível sistêmico. Eles aceleram esses processos, devorando recursos em uma taxa sempre crescente.

A popularidade generalizada do “consumo ético” e política relacionadas com o estilo de vida é uma clara indicação de que as pessoas se preocupam com o meio ambiente e não querem destruir o planeta. Mas a empresa não pode ser o motor de um projeto radical para reduzir a pegada ecológica da humanidade. Empresas não são instituições democráticas e não podem escapar aos imperativos do capitalismo.

Quando consumidores e ONGs ambientais canalizam seu desejo de justiça ambiental através de empresas, seus desejos são absorvidos pelas estratégias de negócios voltadas ao crescimento e à expansão. Focalizando a empresa, legitimamos sua centralidade e toda a arquitetura de produção com fins lucrativos.

A sociedade precisa decidir em que tipo de mundo deseja viver [23], e essas decisões devem ser tomadas por meio de estruturas e processos democráticos. Comprar coisas melhores não é um substituto para as duras escolhas políticas que as sociedades precisam fazer para limitar o consumo e uso de recursos e encontrar um substituto para a muleta psicológica do consumismo.

Os Estados parecem não ter dentes para enfrentar a degradação ambiental, mas eles não são inerentemente fracos. Eles simplesmente representam o equilíbrio existente das forças de classe. Se não queremos viver em escombros ambientais, precisamos construir instituições democráticas para organizar a produção e o consumo em torno das necessidades humanas, não das necessidades do Capital.

Tradução: Everton Lourenço


Notas

[1] https://books.google.com.br/books?id=KZvBAgAAQBAJ&pg=PR4&dq=Conscious+Capitalism:+Liberating+the+Heroic+Spirit+of+Business&hl=en&sa=X&ei=nektVYa-FIfAggTltIAY&redir_esc=y#v=onepage&q=Conscious%20Capitalism%3A%20Liberating%20the%20Heroic%20Spirit%20of%20Business&f=false

[2] A cultura da “criação de valor para os acionistas” foi parte de uma série de mudanças relacionadas com o Neoliberalismo – ver ‘Neoliberalismo, A Ideologia na Raiz de Nossos Problemas’, de George Monbiot. [N.M.]

[3] https://www.thenation.com/article/limits-growth-book-launched-movement/

[4] Ver ‘O Mito do Antropoceno’, de Andreas Malm. [N.M.]

[5] Ver ‘Uma Definição de Capitalismo’, de E.K. Hunt e Mark Launtzenheiser. [N.M.]

[6] No original, “crony capitalism”. [N.M.]

[7] Ver ‘Pelo Menos o Capitalismo é Livre e Democrático, Né?’, de Erik Olin Wright. [N.M.]

[8] Ver ‘Os Ricos Não Merecem Ficar Com a Maior Parte do Seu Dinheiro?’, de Michael A. McCarthy. [N.M.]

[9] Ver ‘O Socialismo Não Termina Sempre em Ditadura?’, de Joseph M. Schwartz  e ‘O Marxismo é Uma Ideologia Assassina, Que Só Pode Gerar Miséria?’, de Terry Eagleton. [N.M.]

[10] Mais uma vez, ver ‘Neoliberalismo, A Ideologia na Raiz de Nossos Problemas’, de George Monbiot. Claro que os modelos exatos de compreensão dessas questões varia normalmente entre seguidores das ideias de economistas neoclássicos defensores do mercado, que compõe a maioria, e alguns grupos de seguidores de economistas da Escola Austríaca. Porém, para todos os efeitos, os impactos das políticas neoliberais na sociedade, no ambiente político, na psicologia e no meio-ambiente não diferem segundo sua variante ideológica de origem. [N.M.]

[11] https://books.google.com.br/books/about/The_Great_Transformation.html?id=xHy8oKa4RikC&redir_esc=y [ver também http://plataformapoliticasocial.com.br/57/ ]

[12] Ha-Joon Chang argumenta o mesmo em “Existe Mesmo Algo Como Um Livre-Mercado?”. [N.M.]

[13] Ver ‘O Livre-Mercado Faz Países Pobres Ficarem Ricos?’, também de Ha-Joon Chang. Vale lembrar que essa legislação protecionista foi erguida contra a pressão por mercados livres exercida na época pela Inglaterra, cuja economia industrial estava muito mais avançada; mas quase um século antes, a mesma Inglaterra desenvolvia sua indústria têxtil em meio a barreiras protecionistas que diminuíssem a entrada de tecidos indianos em seu território. [N.M.]

[14] https://www.jacobinmag.com/2014/08/reading-hamilton-from-the-left/

[15] Ver ‘Inovação Vermelha’, de Tony Smith. [N.M.]

[16] http://www.unrisd.org/80256B3C005BCCF9/%28httpAuxPages%29/44552A491D461D0180256B5E003CAFCC/$file/chang.pdf

[17] http://hajoonchang.net/

[18] Ver ‘Vivo Sob o Sol’, de Alyssa Battistoni [N.M.]

[19] Ver ‘Obsolescência Planejada: Armadilha Silenciosa na Sociedade do Consumo’, de Valquíria Padilha e Renata Cristina Bonifácio. [N.M.]

[20] https://www.marxists.org/archive/marx/works/1867-c1/ch12.htm

[21] https://www.jacobinmag.com/2014/12/capitalisms-gravediggers/

[22] Ver ‘Rumo a Um Socialismo Ciborgue’, de Alyssa Battistoni. [N.M.]

[23] Ver ‘Um Mundo Socialista Não Significaria Só Uma Crise Ambiental Maior Ainda?’, de Alyssa Battistoni. [N.M.]


 Leituras Relacionadas

  • Uma Definição de Capitalismo“Podemos definir ‘capitalismo’ como um modo particular de produção, caracterizado por quatro conjuntos de arranjos institucionais e comportamentais: produção de mercadorias, orientada para o mercado; propriedade privada dos meios de produção; um grande segmento da população que não pode existir, a não ser que venda sua força de trabalho no mercado; e comportamento individualista, aquisitivo, maximizador, da maioria dos indivíduos dentro do sistema econômico.”
  • O Mito do Antropoceno – Culpar toda a Humanidade pela mudança climática deixa o Capitalismo sair ileso.
  • Um Mundo Socialista Não Significaria Só Uma Crise Ambiental Maior Ainda?Sob o Socialismo, nós tomaríamos decisões sobre o uso de recursos democraticamente, levando em consideração necessidades e valores humanos, ao invés da maximização dos lucros.
  • Vivo Sob o Sol“Não há caminho rumo a um futuro sustentável sem lidar com as velhas pedras no caminho do ambientalismo: consumo e empregos. E a maneira de fazer isso é através de uma Renda Básica Universal. “
  • Rumo a um Socialismo Ciborgue “A Esquerda precisa de mais vozes e de críticas mais afiadas que coloquem nossa análise do poder e de justiça no centro das discussões ambientais, onde elas devem estar.”
  • Inovação Vermelha – “Longe de sufocar a inovação, uma sociedade Socialista colocaria o progresso tecnológico a serviço das pessoas comuns.”
  • Pelo Menos o Capitalismo é Livre e Democrático, Né? – Pode parecer que é assim, mas Liberdade e Democracia genuínas não são compatíveis com o Capitalismo.
  • Os Ricos Não Merecem Ficar Com a Maior Parte do Seu Dinheiro?“A riqueza é criada socialmente – a redistribuição apenas permite que mais pessoas aproveitem os frutos do seu trabalho.”
  • Bill Gates, Socialista?“Bill Gates está certo: o setor privado está sufocando a inovação em energias limpas. Mas esse não é o único lugar em que o Capitalismo está nos limitando.
  • Contando Com os BilionáriosFilantropo-capitalistas como George Soros querem que acreditemos que eles podem remediar a miséria econômica que eles mesmos criam.
  • Obsolescência Planejada: Armadilha Silenciosa na Sociedade de ConsumoO crescimento pelo crescimento é irracional. Precisamos descolonizar nossos pensamentos construídos com base nessa irracionalidade para abrirmos a mente e sairmos do torpor que nos impede de agir
  • Tecnologia e Ecologia Como Apocalipse e Utopia“Muito se tem falado sobre os impactos da Crise Climática e de novas tecnologias de Automação de postos de trabalho para o nosso futuro em comum. Como as relações de propriedade e produção capitalistas e a Política, especificamente a Luta de Classes, se encaixam neste quadro? Será que a possibilidade de automação quase generalizada seria o bastante para garantir que ela ocorrerá? Qual seria o impacto dela sobre as condições de vida das pessoas? Com base nesses elementos, que tipo de cenários podemos esperar à partir do fim do Capitalismo?”
  • Como Vai Acabar o Capitalismo?“O epílogo de um sistema em desmantêlo crônico: A legitimidade da ‘democracia’ capitalista se baseava na premissa de que os Estados eram capazes de intervir nos mercados e corrigir seus resultados, em favor dos cidadãos; hoje, as dúvidas sobre a compatibilidade entre uma economia capitalista e um sistema democrático voltaram com força total.”
  • Existe Mesmo Algo Como Um “Livre-Mercado”? – Todo mercado tem algumas regras e limites que restringem a liberdade de escolha. O mercado só parece livre porque estamos tão condicionados a aceitar as suas restrições subjacentes que deixamos de percebê-las.”
  • O Livre-Mercado Faz Países Pobres Ficarem Ricos? –  “Os supostos lares do livre comércio e do livre mercado ficaram ricos por meio da combinação do protecionismo, subsídios e outras políticas que hoje eles aconselham os países em desenvolvimento a não adotar. As políticas de livre mercado tornaram poucos países ricos até agora e poucos ficarão ricos por causa dela no futuro.”
  • Neoliberalismo, A Ideologia na Raiz de Nossos Problemas“Crise financeira, desastre ambiental e mesmo a ascensão de Donald Trump – o Neoliberalismo,  a ideologia dominante no ‘Ocidente’ desde os anos 80, desempenhou seu papel em todos eles. Como surgiu e foi adotado pelas elites a ponto de tornar-se invisível e difuso? Por que a Esquerda fracassou até agora em enfrentá-lo?”
  • Uma Filosofia para o Proprietariado – O “Libertarianismo” [1] não oferece solução alguma para a política plutocrática de hoje em dia – não passa de uma rejeição reacionária à luta política.
  • O Mercado é Mesmo Bom?“Há um elemento comum, nas manifestações recentes da direita: o discurso de que o Estado deve recuar e o mercado deve regular uma porção maior das interações humanas. Se a lógica do mercado opera, dizem eles, no final das contas todos ganham. Será que é mesmo assim?”
  • As Perspectivas da Liberdade“A idéia de liberdade degenera assim em mera defesa do livre empreendimento, que significa a plenitude da liberdade para aqueles que não precisam de melhoria em sua renda, seu tempo livre e sua segurança, e um mero verniz de liberdade para o povo, que pode tentar em vão usar seus direitos democráticos para proteger-se do poder dos que detêm a propriedade.”
  • Sua Majestade, a Teoria Econômica “Aqui temos a crise econômica e financeira mais espetacular em décadas e o grupo que passa a maior parte de suas horas ativas analisando a economia basicamente não a enxergou.”
  • Uma Criança que Morre de Fome Hoje é Assassinada“Relator da ONU para o direito à alimentação entre 2000 e 2008, Jean Ziegler procura explicar por que ainda existe fome se a produção agrícola mundial é suficiente para alimentar toda a população e faz contundentes críticas à especulação nas bolsas de commodities e às multinacionais”
  • A Sociedade do Smartphone“Assim como o automóvel definiu o Século XX, o Smartphone está reformulando como nós vivemos e trabalhamos hoje em dia.”
  • O Ponto de Ruptura da Social-Democracia – “Precisamos de uma Política que reconheça que o acordo de classes da Social-Democracia é insustentável.
  • Todo Poder aos “Espaços de Fazedores” – “A impressão 3-D em sua forma atual pode ser um retorno às obrigações enfadonhas do movimento “pequeno é belo”, mas tem o potencial para fazer muito mais.
  • Socialismo, Transformando “Miséria Histérica” em “Tristeza Qualquer”“A Esquerda quer dar às pessoas a chance de fazer algo mais com suas vidas, lhes dando tempo e espaço longe do mercado.”
  • A Gente Trabalha Demais, Mas Não Precisa Ser Assim – “Entre os séculos XIX e XX os trabalhadores conquistaram o dia de trabalho de 10 horas e então o de 8 horas, mas depois da Grande Depressão a tendência parou. Do que precisaríamos para recuperar nosso tempo livre?”
  • Políticas Para Se ‘Arranjar Uma Vida’ – “O trabalho em uma sociedade capitalista é um fenômeno conflituoso e contraditório. Uma política para a classe trabalhadora tem de ser contra o trabalho, apelando para o prazer e o desejo, ao invés de sacrifício e auto-negação.
  • Quatro Futuros – Uma coisa de que podemos ter certeza é que o Capitalismo vai acabar; a questão, então, é o que virá depois.
  • Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância“Um mundo em que a tecnologia tenha superado ou reduzido a um mínimo (e de forma sustentável) a necessidade de trabalho humano; em que esse potencial seja compartilhado com todos, eliminando a exploração e a alienação das relações de trabalho assalariado; onde as hierarquias derivadas do Capital tenham sido suplantadas por um modelo mais igualitário, agora capaz não só de sanar as necessidades de todos, mas de permitir o livre desenvolvimento de cada um, parece para muitos como um sonho de utopia inalcançável e ingênuo, onde não existiriam quaisquer conflitos ou hierarquias. Será mesmo?
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