Sobre Capitalismo [Leituras Temáticas #1]

Por que tanta gente vive criticando o Capitalismo? Esse não é o sistema mais livre e justo que já existiu e que pode existir? Não são apenas trocas entre pessoas livres? Afinal de contas, do que se trata esse sistema e quais são os problemas e contradições que seus críticos apontam? Por que tanta gente sonha em vê-lo substituído por uma outra forma de organização da sociedade?

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Ilustração: Steve Cutts | http://www.stevecutts.com/


[Esta página é a primeira de uma nova série com recomendações de leituras (principalmente aqui n’O Minhocário, mas também em outros espaços) para analisarmos melhor algum tema, em seus diversos aspectos. Estas páginas serão continuamente atualizadas com novas recomendações para expandir as discussões. É também uma forma de organizar as postagens anteriores aqui do blog para facilitar o acesso por tema.]

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Por Que Socialismo?

Albert Einstein explica, de maneira clara e objetiva, os problemas fundamentais que enxerga na sociedade capitalista e porque uma sociedade socialista poderia ser o caminho para superá-los.

por Albert Einstein, revista Monthly Review, 1949

tradução de Cynara Menezes, no blog Socialista Morena

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Einstein em 1933 | recorte de composição de Moholy-Nagy

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A Fantasia do Livre-Mercado

“Designar o mercado como ‘natural’ e o Estado como ‘antinatural’ é uma ficção conveniente para aqueles casados com o status quo. O “capitalismo consciente”, embora atraente em alguns aspectos, não é uma solução para a degradação ambiental e social que acompanha o sistema de produção voltado ao lucro. A sociedade precisa decidir em que tipo de mundo deseja viver, e essas decisões devem ser tomadas por meio de estruturas e processos democráticos.”

por Nicole M. Aschoff,  na Revista Jacobin, Abril de 2015

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Uma ponte num canal governamental em Menasha, WI, EUA.

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A Revolução Cybersyn

Cinco lições de um projeto de computação socialista no Chile de Salvador Allende.

por Eden Medina, na Revista Jacobin, Abril de 2015

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Embora frequentemente nos digam que o passado guarda lições sobre como abordar o presente, raramente olhamos para tecnologias mais antigas buscando inspiração. Ainda mais raro é sugerir que experiências históricas de nações menos industrializadas possam ter algo a nos ensinar sobre os problemas tecnológicos de hoje – e menos ainda que um projeto socialista de décadas atrás poderia oferecer maneiras de pensar sobre tecnologias promovidas por capitalistas do Vale do Silício.

No entanto, um sistema de computação construído no Chile socialista na década de 1970 – o Projeto Cybersyn – oferece inspiração sobre como devemos pensar sobre tecnologia e dados hoje. Continuar lendo

Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância

Um mundo em que a tecnologia tenha superado ou reduzido a um mínimo (e de forma sustentável) a necessidade de trabalho humano; em que esse potencial seja compartilhado com todos, eliminando a exploração e a alienação das relações de trabalho assalariado; onde as hierarquias derivadas do Capital tenham sido suplantadas por um modelo mais igualitário, agora capaz não só de sanar as necessidades de todos, mas de permitir o livre desenvolvimento de cada um, parece para muitos como um sonho de utopia inalcançável e ingênuo, onde não existiriam quaisquer conflitos ou hierarquias. Será mesmo?

por Peter Frase, em Four Futures: Life After Capitalism [‘Quatro Futuros: Vida Após o Capitalismo’]

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Estátua dos 3 Ferreiros, Helsink | Foto de Rob Hunter

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ABCs do Socialismo

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[Nota de Tradução: Em abril de 2016 a Revista Jacobin lançou um especial introdutório à várias questões relacionadas ao Socialismo como uma resposta ao enorme crescimento do interesse por informações sobre esses temas, principalmente com a campanha presidencial de Bernie Sanders nos EUA. O livro conta com todas essas lindas ilustrações originais de Phil Wrigglesworth. O especial pode ser baixado na íntegra em inglês aqui.

Seguem abaixo os links para as traduções de todos os 13 textos do especial. Continuar lendo →

Tecnologia e Ecologia Como Apocalipse e Utopia

Muito se tem falado sobre os impactos da Crise Climática e de novas tecnologias de Automação de postos de trabalho para o nosso futuro em comum. Como as relações de propriedade e produção capitalistas e a Política, especificamente a Luta de Classes, se encaixam neste quadro? Será que a possibilidade de automação quase generalizada seria o bastante para garantir que ela ocorrerá? Qual seria o impacto dela sobre as condições de vida das pessoas? Com base nesses elementos, que tipo de cenários podemos esperar à partir do fim do Capitalismo?

por Peter Frase, em Four Futures: Life After Capitalism [‘Quatro Futuros: Vida Após o Capitalismo’]

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fonte: nastassiaxv.tumblr.com/post/4130548142

[Nota do MinhocárioEste texto é a introdução do livro ‘Four Futures: Life After Capitalism’ (‘Quatro Futuros: Vida Após o Capitalismo’’), de Peter Frase, lançado em 2016. O livro é uma expansão das ideias contidas no artigo original, de 2011, ‘Quatro Futuros’. As ideias são basicamente as mesmas, mas o livro avança e se aprofunda em várias questões que o texto original apenas tocava ou nem mesmo isso. Vale a pena ler ambos. O capítulo do livro sobre ‘Comunismo, Igualdade e Abundância’ pode ser lido em ‘Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância‘]

Dois espectros assombram a Terra no século XXI: os espectros da catástrofe ecológica e da automação. Continuar lendo

Socialismo, Mercado, Planejamento e Democracia

O socialismo promete a emancipação humana, com o alargamento da democracia e da racionalidade para a produção e distribuição de bens e serviços e o uso da tecnologia acumulada pela humanidade para a redução a um mínimo do trabalho necessário por cada pessoa, liberando seu tempo para o seu livre desenvolvimento. Como organizar uma economia socialista para realizar essas promessas?

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O texto a seguir apresenta um debate sobre a organização da economia num futuro socialista, analisando os problemas das experiências soviéticas e do Leste Europeu e apresentando argumentos e críticas de propostas alternativas. Está dividido em três partes:

Parte I. O texto “O Vermelho e o Preto”, de Seth Ackerman, publicado pela revista Jacobin, que apresenta uma crítica do modelo de Economia Participativa; um relato histórico sobre o modelo de Planejamento Centralizado adotado pelas experiências soviéticas e do Leste Europeu, desmontando alguns mitos sobre seu insucesso mesmo em termos da teoria econômica dominante; e uma proposta de alternativa baseada num Socialismo de Mercado com bancos correntistas e bancos de investimento socializados.

Parte II. Alguns textos publicados como respostas críticas ao texto de Ackerman, analisando pontos positivos e limitações de sua crítica e de suas propostas, além de considerar alternativas, principalmente sobre as possibilidades de um Planejamento Democrático em algum nível.

Parte III. Um trecho de uma intervenção do coletivo Libcom em um debate com defensores do modelo de Economia Participativa em que defendem um modelo baseado na Subversão das Cadeias Logísticas, mostrando que a discussão sobre modelos de organização da economia socialista não se esgota em Socialismo de Mercado x Planejamento Democrático x Economia Participativa, que existe espaço para outras ideias muito interessantes.

Esse debate se conecta com questões discutidas em outras postagens como ‘Votando Sob o Socialismo’,  ‘Bancos, Finanças, Socialismo e Democracia‘, ‘Democratizar Isso‘ e ‘Economia e Planejamento Soviéticos e as Lições na Queda‘.

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Como Vai Acabar o Capitalismo?

O epílogo de um sistema em desmantêlo crônico: A legitimidade da ‘democracia’ capitalista se baseava na premissa de que os Estados eram capazes de intervir nos mercados e corrigir seus resultados, em favor dos cidadãos; hoje, as dúvidas sobre a compatibilidade entre uma economia capitalista e um sistema democrático voltaram com força total.

por Wolfgang Streeck, na Revista New Left Review, maio/junho de 2014 [acesso em dezembro de 2016]

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Casas abandonadas em bairro residencial em Detroit durante a crise de 2008

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Vivo Sob o Sol

Não há caminho rumo a um futuro sustentável sem lidar com as velhas pedras no caminho do ambientalismo: consumo e empregos. E a maneira de fazer isso é através de uma Renda Básica Universal.

por Alyssa Battistoni, na Revista Jacobin, janeiro de 2014

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Ilustração: Edward Carvalho-Monaghan

Desde que o ambientalismo existe, tem estado em crise. A Natureza tem sempre sido um foco de pensamento e ação humana, é claro, mas não foi até que pesticidas e poluição começassem a cobrir o horizonte que algo chamado “o meio-ambiente” emergiu como uma questão de preocupação pública.

Nos EUA dos anos 60 e 70, imagens distópicas provocavam ansiedade sobre os custos de uma prosperidade sem precedentes: um nevoeiro de fumaça [1] grosso o bastante para esconder linhas do horizonte da visão,  dejetos escoando por quintais suburbanos, rios tão poluídos que explodiam em chamas, carros enfileirados em postos de gasolina durante escassez, armas químicas que podiam desfolhar florestas inteiras. Economias e ecologistas igualmente previam desgraças, avisando que a humanidade estava correndo contra limites naturais ao crescimento, crises de extinção e explosões populacionais. Continuar lendo