Elon Musk Não é O Futuro

Os dirigentes das grandes empresas de tecnologia estão nessa apenas por eles mesmos, não pelo bem público.

por Paris Marx, em seu Medium (como “As “Inovações” de Elon Musk Não São O Futuro – Elas Estão Nos Atrasando”),
e na Revista Jacobin, Janeiro de 2018

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No Vale do Silício [1] não faltam grandes ideias para o transporte. Em sua visão do futuro, nós chamaremos cabines sem motorista para percorrermos distâncias curtas – poderemos até ser desviados por uma rede de túneis subterrâneos que supostamente nos levarão aos nossos destinos mais rapidamente – e para viagens interurbanas, mudaremos para cabines em tubos de vácuo que nos dispararão para o nosso destino a 1.220 kms por hora.

No entanto, essas fantasias de ricos CEOs de tecnologia são apenas isso: fantasias. Nenhuma dessas tecnologias se concretizará da maneira que eles prometem – isso se alguma vez chegarem a se tornar realidade. A verdade é que as tecnologias de que precisamos para transformar nossas redes de transporte já existem, mas os estadunidenses [e os brasileiros] ficaram presos em um sistema datado e dependente do carro por tanto tempo, ao mesmo tempo em que lhes era negada a tecnologia do presente – quem dirá a do futuro – por políticos que estão nos bolsos do lobby [2] dos combustíveis fósseis e viciados em uma ideologia prejudicial – de “livre mercado” [3] -, que eles vão acreditar em qualquer vendedor de óleo de cobra – ou empreendedor rico – que apareça com uma solução.

E, de todos eles, Elon Musk é o pior.

O Culto Falho de Musk

Para grande parte da imprensa de tecnologia, cada palavra de Musk é evangelho. Junto das freqüentes (e positivas) comparações com Steve Jobs vem a idéia de que simplesmente porque Musk construiu algumas empresas de sucesso, ele deve ser infalível; se ele afirma conhecer a solução para a crise do transporte que os Estados Unidos enfrentam, ele deve estar certo. Afinal, ele é um empresário rico e, se as últimas décadas de discurso político estadunidense [e brasileiro] nos ensinaram alguma coisa, é que você sempre deve confiar no empresário/empreendedor.

Mas a realidade é que as idéias de Musk em torno do transporte são, na melhor das hipóteses, mal elaboradas [4] ou, na pior, projetadas para atrasar a construção da infraestrutura de transporte que poderia puxar os Estados Unidos para o século XXI.

Isso significa que tudo que Musk toca é problemático? Não necessariamente. Ele definitivamente merece algum crédito por elevar o perfil dos veículos elétricos e por ajudar a impulsionar a indústria nessa direção, mas, no que diz respeito ao transporte, é só isso. Sua visão do futuro não é emancipadora ou mesmo particularmente inovadora; na verdade, é bastante conservadora.

A imaginação de Musk tem dificuldade para se afastar dos limites do automóvel; cada uma das suas supostas soluções possui veículos – Teslas [5] – no seu núcleo. A publicidade da SolarCity [6] enfatiza a vida suburbana, dependente do carro;  [7]  a empresa Boring [8] é uma tentativa ineficiente e impraticável para resolver o congestionamento do tráfego sem reduzir o número de carros; e até mesmo a sua proposta de Hyperloop [9] deixou a porta aberta para enfiar veículos em tubos de vácuo.

Isso não deve ser surpresa, visto os comentários recentes de Musk [10] sobre como o transporte público é “um pé no saco”, onde “há um monte de estranhos aleatórios, um dos quais pode ser um assassino em série”. Ele valoriza o transporte individual porque não quer estar em torno de outras pessoas – até mesmo parece ter medo delas, com base em seus comentários – mas enfiar todo mundo em seus próprios veículos simplesmente não funciona no mundo cada vez mais denso e urbanizado em que vivemos.

A verdade é que, em vez de bajular Musk e seus colegas “gênios da tecnologia”, precisamos adotar uma visão crítica sobre suas propostas para ver quem realmente se beneficiaria e se suas visões deixam de levar em conta considerações fundamentais que seriam essenciais para torná-las viáveis no mundo real. Não podemos nos permitir ser enganados por CEOs de tecnologia que colocam seus próprios desejos de transporte e sua sede de lucro antes das necessidades de muitos. [11]

As Soluções das Gigantes de Tecnologia Para o Transporte Não Funcionam

Os veículos sem motoristas são a característica central da visão de transporte do Vale do Silício e a mídia em grande parte comprou as afirmações das grandes empresas de que eles já estavam quase ali na esquina, mesmo quando pessoas como Musk prometiam que eles estavam a dois anos de distância e então, dois anos depois, prometiam que eram dois anos de distância novamente.

A realidade é que eles não estão a dois anos de distância; pelo menos não as cabines sem motoristas nem volantes, capazes de navegar em todas as condições meteorológicas ou rodoviárias que encontrarem. Muitas empresas de tecnologia e automotivas tinham cronogramas semelhantes aos de Musk, e quase todos foram empurrados para 2021 ou mais tarde. [12] E embora eles estivessem fazendo um grande progresso por um tempo, conforme eles aprendiam a dirigir em estradas suburbanas largas e vazias, em situações de clima claro e ensolarado, dados recentes da Waymo – um dos líderes da indústria – mostram que o progresso travou.

Veremos mais serviços de táxi sem motorista nos próximos um ou dois anos, mas é importante reconhecer que os veículos terão capacidades de nível 4 e não nível 5. Isso significa que eles estarão limitados a operar em certas áreas, como o serviço da Waymo em um subúrbio de Phoenix, no Arizona, e que terão dificuldades em densos centros urbanos com ruas movimentadas e em áreas com muita chuva e neve, que podem obstruir seus sensores. As empresas que os colocarem nessas situações de qualquer maneira, como Uber e Tesla já fizeram, podem se meter em problemas, conforme os relatórios sobre acidentes e transgressões no tráfego continuam a se acumular.

Mas se colocarmos todo mundo em seus próprios veículos, para onde todos irão? Musk quer construir um subterrâneo-para-carros para aqueles que quiserem escapar do trânsito. Sua retórica sugere que isso seria aberto a todos, mas a realidade do espaço limitado e dos altos custos de construção restringiriam o seu número de usuários ao grupo dos ricos – ou possivelmente um grupo muito mais pequeno, já que o primeiro túnel planejado por Musk corre convenientemente do seu local de trabalho para a sua casa. [13]

Musk não vai admitir que seus túneis serão excludentes. Ele promove a Boring Company como um meio de reduzir massivamente o custo do túnel cavado – “poderia até mesmo beneficiar o transporte público!” – mas novamente, sua afirmação mostra sua ignorância. Musk diz que sua abordagem finalmente reduzirá o custo dos túneis, mas projetos de metrôs em Madri, Seul e Estocolmo [14] já alcançaram custos semelhantes àqueles que Musk promete que só ele pode entregar.

Uma investigação do New York Times sobre o alto custo dos projetos de metrô na cidade de Nova York [15] descobriu que, enquanto o metrô da Segunda Avenida custou US $2,5 bilhões por milha (1.6 km), uma expansão similar do metrô de Paris está bem encaminhada para custar apenas US $450 milhões por milha. Existem muitos fatores que contam para o alto custo dos projetos de transporte nos Estados Unidos que Musk não aborda, ou por ignorância, ou por ser intencionalmente enganador. Este pode ser o caso com o Hyperloop.

Musk publicou sua proposta de Hyperloop em 2013, depois que o projeto de trens de alta velocidade da Califórnia havia sido aprovado pelos eleitores, mas antes da construção ter início. Parecia o futuro: um tubo de vácuo que te dispararia entre São Francisco e Los Angeles em meia hora e custaria apenas US $ 6 bilhões – muitas vezes menos do que o trem de alta velocidade. O que haveria nisso pra não se gostar? Na verdade, bastante.

Não só a velocidade proposta seria incrivelmente desconfortável – mesmo nauseante – para os passageiros devido à força que seria exercida sobre eles, mas o Hyperloop levaria muito menos pessoas do que os trilhos de alta velocidade: 3.360 por direção por hora, em comparação com 12.000. Também se descobriu que os custos de construção eram completamente irreais, [16] e Musk simplesmente mentiu sobre o consumo de energia dos trens de alta velocidade. As empresas que realmente estão tentando construir o Hyperloop descobriram que ele custa muito mais do que a proposta original de Musk [17] : uma linha de 172 km por Bay Area custaria o dobro do que Musk indicou para toda a linha São Francisco-Los Angeles. [616 kms de distância, segundo o Google Maps]

Semelhante ao caso dos túneis, a linha ferroviária de alta velocidade da Califórnia é cara em comparação com os padrões internacionais. Na China, tais projetos são de US $ 17-21 milhões por km, em comparação com US $ 29-39 milhões por km na Europa; enquanto na Califórnia está mais em torno de US $ 56 milhões por km. [18] O Hyperloop de Bay Area ficaria na ordem de US $ 52-75 milhões por km. O alto custo dos trens de alta velocidade não é um problema de tecnologia, é um problema com a maneira como os EUA abordam projetos de infraestrutura. [19]

Atrasando o Avanço Para Servir a Si Mesmos

Defender idéias mirabolantes para retardar o progresso não é nenhuma novidade para o Vale do Silício, mesmo que não seja assim que a mídia os apresenta. Lembre-se de que muitas das suas “inovações” dependeram do financiamento público de pesquisa, [20] enquanto as principais empresas de tecnologia são líderes mundiais em evasão fiscal. Toda vez que há uma iniciativa de votação sobre transporte público, [21] serviços como o Uber e veículos auto-dirigidos são usados para convencer os eleitores a se opor ao aumento do financiamento para ônibus e metrôs, [22] os posicionando como as tecnologias do passado – mas nada poderia estar mais longe da verdade .

Em nosso mundo cada vez mais urbanizado, o transporte público é essencial para deslocar um grande número de pessoas de forma rápida e eficiente. O transporte individualizado favorecido por tecnólogos não fornecerá o mesmo nível de eficiência porque não há espaço [para não falar em recursos naturais e produtivos usados na fabricação, alimentação e manutenção dos veículos ] para que todos tenham seu próprio veículo ou cabine sem motorista, especialmente conforme reduzimos o espaço rodoviário para ampliar as calçadas e adicionar pistas de bicicleta.

Musk e seus colegas CEOs de tecnologia promovem veículos autônomos como o futuro porque é o futuro que eles desejam. Eles não querem estar em um metrô ou trem, perto de pessoas comuns – como Musk já disse, um deles pode ser um assassino em série! É preocupante o quanto eles querem isolar-se das pessoas comuns, [23] mas a realidade da mobilidade urbana é que apenas uma pequena parcela da população pode usar o transporte individualizado até que ele simplesmente deixe de funcionar. Isso é parte da razão pela qual o congestionamento do tráfego é tão ruim em nossas cidades; todos esses carros simplesmente não cabem, e a solução não é fazer com que a Inteligência Artificial tome o volante, mas deslocar as pessoas de maneiras mais eficientes.

Acima de seus desejos pessoais, Musk tem interesse financeiro em manter o domínio automotivo no século XXI – ele dirige uma empresa de automóveis! O transporte público e os trens de alta velocidade são diretamente opostos aos seus interesses, razão pela qual ele difunde idéias que nunca se concretizarão, mas que podem ser usadas por certos grupos para fazer campanha contra o financiamento de um transporte eficiente.

Enquanto a infraestrutura dos EUA desmorona e o foco é em reparar o que já existe em vez de construir para o futuro, [24] a China e a Europa construíram extensas redes de trens de alta velocidade [25] e de transporte público. Seus cidadãos estão se beneficiando de tecnologias que foram projetadas para mover eficientemente um grande número de pessoas, enquanto os americanos [e os brasileiros] estão infelizmente presos em seus veículos com tempos de deslocamento diário cada vez maiores. [26]

Os estadunidenses precisam parar de beber o vinho do Vale do Silício [27] e começar a exigir melhores opções de transporte que os libertem da dependência do automóvel. As marés parecem estar virando, conforme cidades [28] de todo o país aprovam iniciativas de votação [29] para expandir o transporte público e a Califórnia avança com sua linha ferroviária de alta velocidade diante da intensa pressão da visão de curto-prazo dos conservadores.

Não é verdade que o investimento público não gera prosperidade – é só olhar para o sistema de rodovias interestaduais -, mas vai precisar de vontade política, maior escrutínio dos empreendedores de tecnologia e um fim à agenda da austeridade [30] para que o governo volte a investir no futuro uma vez mais. [31] Enormes investimentos em ciência e infraestrutura ajudaram os Estados Unidos a se tornarem a principal potência mundial, e a construção de uma rede ferroviária nacional de alta velocidade e a expansão em massa do transporte público – semelhante ao que a China realizou na última década [32] – seria o movimento de pensamento progressista necessário para mostrar aos estadunidenses que seu país ainda pode alcançar coisas grandes. [33]

Tradução: Everton Lourenço

Imagem: Gilvany Oliveira

Bons gráficos sobre a construção de trilhos de trem de alta velocidade (em kms de trilhos com velocidade acima de 240 km/h) em diferentes países podem ser vistos em – The Transport Politic


Notas

[1] Região na Califórnia que concentra muitas empresas de alta tecnologia, inclusive algumas das maiores empresas mundiais de tecnologia e internet, como Google, Facebook, Apple, Uber, etc. Quando falamos do Vale do Silício como um sujeito que pensa, diz, age, estamos falando do pessoal dessa elite empresarial. [N.M.]

[2]lobby” é a influência de empresários e outros poderosos sobre políticos para influenciar sua atuação, de forma que leis e projetos que favorecem os interesses desses empresários sejam defendidos e aprovados. Há países (como o Brasil) onde a atividade de lobby é ilegal (mesmo que na prática ela seja totalmente corriqueira, ainda mais quando pensamos na relação entre empresariado, projetos públicos, financiamento de campanhas eleitorais, caixa 2, etc). Em outros países essas atividades podem ser completamente legais, como nos EUA, onde as maiores empresas despejam bilhões de dólares em lobbyistas caríssimos para se dedicarem à atividade de convencimento de políticos; em outros países, como na Suiça, é normal que um político, assim que eleito para um cargo público, receba nomeações para compor mesas diretoras (e remuneradas) em grandes empresas. [N.M.]

[3]  Para quem não tem muita clareza sobre o que significa “neoliberalismo”, vale muito a pena ler a introdução de George Monbiot sobre o tema para o jornal The Guardian: ‘Neoliberalismo, a Ideologia na Raiz de Nossos Problemas’, além de ‘Desabamento Contínuo: Neoliberalismo Como Estágio da Crise Capitalista, Rendição Social-Democrata, Revolta Popular Recente e as Aberturas à Esquerda’, de Robert Brenner. ‘Como Vai Acabar o Capitalismo?’, de Wolfgang Streeck faz uma análise do desmonte trazido pelo período neoliberal e defende que seu sucesso pode estar levando o Capitalismo global a uma ruptura, mesmo na ausência de uma alternativa global organizada. Em ‘Realismo Capitalista e a Exclusão do Futuro’ e ‘Como Matar Um Zumbi: Elaborando Estratégias Para o Fim do Neoliberalismo’, Mark Fisher comenta a perda do impulso ideológico à frente que marcou o domínio do Neoliberalismo em suas décadas de certezas absolutas (dos  anos 80 até a crise de 2008) e também analisa questões que os movimentos da Esquerda precisarão resolver para derrubá-lo de vez. Outros textos interessantíssimos sobre o neoliberalismo podem ser acessados aqui. [N.M.]

[4] “The Boring Company’s plan to dig a longer tunnel under Los Angeles is up in the air” [“Os planos da Boring Company para cavar um túnel mais longo sob Los Angeles estão suspensos no ar.”]

[5] Tesla é a marca de carros elétricos (e por enquanto, caríssimos), que Elon Musk dirige. [N.M.]

[6] SolarCity é uma marca subsidiária da Tesla para energia solar (painéis, etc). [N.M.]

[7] nos EUA “subúrbio” tende a se referir mais aos bairros residenciais com casas separadas ao invés de prédios e apartamentos, e não a ideia social mais ligada à “periferia” que nós temos vinculada à palavra. É um modelo de vastos bairros residenciais com muito espaço para cada casa, e árvores – um modelo diretamente dependente de carros para o deslocamento mesmo para pequenas compras, com lojas de departamento espalhadas. [N.M.]

[8] Boring Company é a empresa de Elon Musk para construção de túneis subterrâneos, com a intenção principal de criar avenidas alternativas para deslocar carros. [N.M.]

[9] Uma tecnologia de deslocamento baseada em cabines disparadas por tubos de vácuo a grandes velocidades (1200 kms/h)

[10] “Elon Musk Reveals His Awkward Dislike of Mass Transit” [“Elon Musk Revela Sua Estranha Repulsa ao Transporte de Massa”]

[11] Ver “Uma Definição de Capitalismo”, de E. K. Hunt e Mark Lautzenheiser; outros bons textos sobre as características e contradições do Capitalismo podem ser encontrados em “Sobre Capitalismo [Leituras Temáticas #1] – O que é? Quais são suas características, problemas e limites?”; [N.M.]

[12] “The Driverless Revolution Isn’t Coming Anytime Soon” – [“A Revolução dos Veículos Sem-Motorista Não Está Chegando em Nenhum Momento Tão em Breve”]

[13] “Elon Musk’s Ideas About Transportation are Boring” – [“As Ideias de Elon Musk Sobre o Transporte São Tediosas”]

[14] “Elon Musk’s Tunnel Through L.A. Just Happens To Go From His House To His Office” – [“O Túnel de Elon Musk Por Los Angeles, Quem Diria, Vai Da Sua Casa Ao Seu Escritório”]

[15] “The Most Expensive Mile of Subway Track on Earth” – [“A Milha de Trilho de Metrô Mais Cara Na Terra”]

[16] “Loopy Ideas Are Fine, If You’re an EntrepreneurLoopy Ideas Are Fine, If You’re an Entrepreneur” – [“Ideias Cíclicas São OK, Se Você For Um Empreendedor”]

[17] “The Hyperloop will take a lot more money to build than Elon Musk anticipated” – [“O Hyperloop Vai Custar Muito Mais Dinheiro Para Ser Construído do Que Elon Musk Antecipou”]

[18] “Boring Company pitches futuristic Loop system for Chicago airport link” – [“A Boring Company apresenta um futurístico sistema de loop para a baldeação no aeroporto de Chicago”]

[19] E aqui é útil refletirmos sobre a mitologia atual sobre como a maioria das grandes inovações tecnológicas são geradas. Bons textos nesse sentido: ‘Inovação Vermelha’, de Tony Smith; ‘Bill Gates Não Vai Nos Salvar [E Nem Elon Musk]‘, de Ben Tarnoff;  ‘Planejando o Bom Antropoceno’, de Leigh Phillips e Michal Rozworski; ‘A Fantasia do Livre-Mercado’, de Nicole Aschoff; ‘Socialismo Como Futuro Automatizado e Igualitário em Resposta à Crise Ambiental‘, de Peter Frase e ‘Comunismo Verde Totalmente Automatizado’, de Aaron Bastani; ‘A Revolução Cybersyn’ [Eden Medina]. [N.M.]

[20] “Love Your iPhone? Don’t Thank Apple. Thank the US Government” – [“Adora Seu IPhone? Não Agradeça À Apple, Agradeça Ao Governos dos EUA”] [e, novamente, ver ‘Inovação Vermelha’, de Tony Smith; ‘Bill Gates Não Vai Nos Salvar [E Nem Elon Musk]‘, de Ben Tarnoff – N.M.]

[21] nos EUA esse tipo de referendo e plebiscito por assunto e por estado é algo comum. [N.M.]

[22] “How “Innovation” Chatter Limits Urban Mobility Today: Election Edition” – [“Como A Tagarelice sobre ‘Inovação’ Limita a Mobilidade Urbana no Presente: Edição Eleitoral”]

[23] E trás à mente de imediato o mesmo tipo de paranoia anti-povo que multimilionários mostram em várias situações e que podem indicar sinais sombrios sobre nosso futuro – ver “Exterminismo: ‘Solução Final’ Num Futuro Automatizado de Desigualdade e Escassez”, de Peter Frase. [N.M.]

[24] O caso brasileiro então, com um governo ilegítimo bloqueando o orçamento público por 20 anos, é um desastre maior ainda – ainda mais considerando que não desenvolvemos nem mesmo o mesmo nível de infraestrutura que nos EUA ficou travada. [N.M.]

[25] “A generational failure: As the U.S. fantasizes, the rest of the world builds a new transport system” – [“Um Fracasso Geracional: Enquanto os EUA Fantasiam, O Resto do Mundo Constroi Um Novo Sistema de Transporte”]

[26] “Are Driverless Cars the Future of Transport or the Last Gasp of the Automobile?” – “Os Carros Sem Motorista São o Futuro do Transporte ou o Último Fôlego da Indústria Automobilística?”

[27] no original, “stop drinking the Silicon Valley Kool-Aid — or should we say “Soylent””, uma brincadeira com uma marca popular de suco de envelope e outra “gourmetizada”, mais ao gosto do pessoal do Vale do Silício. [N.M.]

[28] “Voters still like public transportation so they gave it close to $200 billion” – [“Eleitores Ainda Gostam de Transporte Público, Então Resolveram Lhe Dedicar Quase $200 bilhões”]

[29] “Nearly 90% of Transit Ballot Initiatives Pass in 2017” – [“Quase 90% das Iniciativas de Votação Sobre Transporte Público Foram Aprovadas em 2017”]

[30] Ver “O que é a austeridade? E por que os neoliberais a defendem?“, de Pedro Paulo Zaluth Bastos e “Os irresponsáveis no poder: desmontando o conto da dona de casa“, de Ladislau Dowbor. Para se aprofundar, vale a pena ler o relatório “Austeridade e Retrocesso” [N.M.]

[31] Mais uma vez, o texto é sobre a realidade dos EUA, mas poderíamos facilmente estar falando do Brasil. [N.M.]

[32] “China’s High-Speed Train Map Puts U.S. Transportation to Shame” – [“O Mapa de Trens de Alta Velocidade da China Envergonha o Sistema de Transporte Estadunidense”]

[33] Nem vamos entrar na questão do Imperialismo estadunidense aqui, por que na verdade precisaríamos de muito mais espaço; porém, claramente o autor, por mais que seja socialista, não deixa de transparecer o orgulho estadunidense tão típico – e sem problematizar a questão de como foi construída a grandiosidade estadunidense no século XX e seus efeitos para outros países, principalmente a América Latina e o Oriente Médio, podemos cair em discursos dúbios e perigosos. [N.M.]


Leituras Relacionadas

  • Inovação Vermelha [Tony Smith] – “Longe de sufocar a inovação, uma sociedade Socialista colocaria o progresso tecnológico a serviço das pessoas comuns.”
  • Bill Gates Não Vai Nos Salvar [E Nem Elon Musk] – [Ben Tarnoff] Quando se trata de tecnologia verde, apenas o Estado pode fazer o que o Vale do Silício não pode.
  • Bill Gates, Socialista? [Leigh Phillips] – “Bill Gates está certo: o setor privado está sufocando a inovação em energias limpas. Mas esse não é o único lugar em que o Capitalismo está nos limitando.
  • Planejando o Bom Antropoceno – [Leigh Phillips e Michal Rozworski] O mercado está nos levando cegamente a uma calamidade climática – o planejamento democrático é uma saída.
  • A Revolução Cybersyn [Eden Medina] – Cinco lições de um projeto de computação socialista no Chile de Salvador Allende.
  • O Lamentável Declínio das Utopias Espaciais [Brianna Rennix] – “Narrativas ficcionais são um fator enorme moldando nossas expectativas do que é possível. Infelizmente, utopias estão atualmente fora de moda, como a tediosa proliferação de ficção distópica e filmes de desastre parece indicar. Por que só “libertarianos” fantasiam sobre o espaço hoje em dia?”
  • Comunismo Verde Totalmente Automatizado – [Aaron Bastani] O desafio das mudanças climáticas precisa de uma resposta à altura, que reconheça a sua dimensão, amplitude e a necessidade de mudanças profundas em nossas tecnologias, relações de produção, relações com a natureza, em nosso dia-a-dia e em nossas visões de mundo. Felizmente, depois de décadas de dominação quase absoluta do “realismo capitalista” e de suas propostas vazias de respostas à crise climática via mercado, vai se abrindo o espaço para uma proposta “populista” pela construção de uma alternativa radical que abrace a expansão e a democratização das tecnologias de energias renováveis, robótica fina, inteligência artificial, e produção aditiva como um projeto político a ser disputado, para a construção de uma sociedade focada na sustentabilidade e na socialização da abundância, do lazer, do bem-estar e da maior disponibilidade de tempo para as mais diversas atividades.
  • Quatro Futuros – [Peter Frase] Uma coisa de que podemos ter certeza é que o Capitalismo vai acabar; a questão, então, é o que virá depois.
  • Tecnologia e Ecologia Como Apocalipse e Utopia – [Peter Frase] Muito se tem falado sobre os impactos da Crise Climática e de novas tecnologias de Automação de postos de trabalho para o nosso futuro em comum. Como as relações de propriedade e produção capitalistas e a Política, especificamente a Luta de Classes, se encaixam neste quadro? Será que a possibilidade de automação quase generalizada seria o bastante para garantir que ela ocorrerá? Qual seria o impacto dela sobre as condições de vida das pessoas? Com base nesses elementos, que tipo de cenários podemos esperar à partir do fim do Capitalismo?
  • Socialismo Como Futuro Automatizado e Igualitário em Resposta à Crise Ambiental – [Peter Frase] Se os avanços tecnológicos da Quarta Revolução Industrial (em campos como Inteligência Artificial, Robótica avançada, fabricação aditiva, etc) forem o suficiente para automatizarmos a maior parte dos empregos, reduzindo a um mínimo a necessidade de trabalho humano, a produção de mercadorias através de trabalho assalariado estará superada – e, portanto, também o capitalismo. Se isso for alcançado em uma sociedade mais igualitária, democrática, sustentável e racional, ainda assim é possível que teremos de nos organizar para lidar com o estrago deixado no planeta pelo sistema capitalista, planejando, executando e administrando  projetos gigantescos de reconstrução, geo-engenharia e racionamento de recursos limitados. Em outras palavras, provavelmente ainda precisaremos de algum tipo de Estado.
  • Comunismo Como Futuro Automatizado de Igualdade e Abundância – [Peter Frase] Um mundo em que a tecnologia tenha superado ou reduzido a um mínimo (e de forma sustentável) a necessidade de trabalho humano; em que esse potencial seja compartilhado com todos, eliminando a exploração e a alienação das relações de trabalho assalariado; onde as hierarquias derivadas do Capital tenham sido suplantadas por um modelo mais igualitário, agora capaz não só de sanar as necessidades de todos, mas de permitir o livre desenvolvimento de cada um, parece para muitos como um sonho de utopia inalcançável e ingênuo, onde não existiriam quaisquer conflitos ou hierarquias. Será mesmo?
  • Todo Poder aos “Espaços de Fazedores” [Guy Rundle] – “A impressão 3-D em sua forma atual pode ser um retorno às obrigações enfadonhas do movimento “pequeno é belo”, mas tem o potencial para fazer muito mais.
  • Obsolescência Planejada: Armadilha Silenciosa na Sociedade de Consumo [Valquíria Padilha e Renata Cristina A. Bonifácio] – O crescimento pelo crescimento é irracional. Precisamos descolonizar nossos pensamentos construídos com base nessa irracionalidade para abrirmos a mente e sairmos do torpor que nos impede de agir
  • O Mito do Antropoceno [Andreas Malm] – Culpar toda a Humanidade pela mudança climática deixa o Capitalismo sair ileso.
  • Vivo Sob o Sol [Alyssa Battistoni] – “Não há caminho rumo a um futuro sustentável sem lidar com as velhas pedras no caminho do ambientalismo: consumo e empregos. E a maneira de fazer isso é através de uma Renda Básica Universal. “
  • Um Mundo Socialista Não Significaria Só Uma Crise Ambiental Maior Ainda? [Alyssa Battistoni] – “Sob o Socialismo, nós tomaríamos decisões sobre o uso de recursos democraticamente, levando em consideração necessidades e valores humanos, ao invés da maximização dos lucros.
  • Rumo a um Socialismo Ciborgue [Alyssa Battistoni] – “A Esquerda precisa de mais vozes e de críticas mais afiadas que coloquem nossa análise do poder e de justiça no centro das discussões ambientais, onde elas devem estar.”
  • A Fantasia do Livre-Mercado [Nicole M. Aschoff] – “Designar o mercado como ‘natural’ e o Estado como ‘antinatural’ é uma ficção conveniente para aqueles casados com o status quo. O “capitalismo consciente”, embora atraente em alguns aspectos, não é uma solução para a degradação ambiental e social que acompanha o sistema de produção voltado ao lucro. A sociedade precisa decidir em que tipo de mundo deseja viver, e essas decisões devem ser tomadas por meio de estruturas e processos democráticos.”
  • Rentismo: Um Futuro Automatizado de Abundância Bloqueada Pela Desigualdade – [Peter Frase] Na penúltima parte da série sobre possíveis futuros após o fim do Capitalismo, – com o fim do uso de trabalho humano assalariado na produção de mercadorias, extrapolando as tendências atuais de aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial, Robótica, Fabricação Aditiva, Nanotecnologia, etc – encaramos uma distopia em que as elites do sistema capitalista atual têm sucesso em manter seus privilégios e poderes, usando patentes e direitos autorais para bloquear e restringir para si o que poderia ser o livre-acesso universal à abundância possibilitada pelas conquistas do conhecimento humano num cenário em que a própria escassez poderia ser deixada para trás.
  • Exterminismo: ‘Solução Final’ Num Futuro Automatizado de Desigualdade e Escassez – [Peter Frase] A cada semana somos bombardeados por notícias sobre avanços tecnológicos assombrosos, que prometem diminuir, e muito, a necessidade de trabalho humano nas mais diversas atividades. De fato, podemos imaginar que em algum momento no futuro teremos a necessidade de muito pouco trabalho humano na produção de mercadorias. Mas e se chegarmos nesse ponto ainda divididos entre podres de ricos e “a ralé”? E se os recursos naturais de energia e de matérias-primas não forem o bastante para garantir uma vida luxuriante para todos? E se, do ponto de vista dos abastados, os ex-trabalhadores passarem a representar apenas um “peso inútil”, ou até mesmo, um risco “desnecessário”? No último capítulo sobre possíveis futuros automatizados com o fim do Capitalismo, somos confrontados por uma distopia de desigualdade e crueldade cujas raízes já podemos notar em muitas tendências atuais.
  • O Ano em Que o Capitalismo Real Mostrou a Que Veio – [Jerome Roós] “Tudo que nós um dia deveríamos temer sobre o socialismo — desde repressão estatal e vigilância em massa até padrões de vida em queda — aconteceu diante de nossos olhos
  • Lingirie Egípcia e o Futuro Robô [Peter Frase] – O pânico sobre automação erra o alvo – o verdadeiro problema é que os próprios trabalhadores são tratados feito máquinas.”
  • Os Ricos Não Merecem Ficar Com a Maior Parte do Seu Dinheiro?“A riqueza é criada socialmente – a redistribuição apenas permite que mais pessoas aproveitem os frutos do seu trabalho.”
  • Contando Com os Bilionários [Japhy Wilson] – Filantropo-capitalistas como George Soros querem que acreditemos que eles podem remediar a miséria econômica que eles mesmos criam.
  • A Sociedade do Smartphone [Nicole M. Aschoff] – “Assim como o automóvel definiu o Século XX, o Smartphone está reformulando como nós vivemos e trabalhamos hoje em dia.”
  • Bill Gates e os 4 Bilhões na Pobreza [Michael Roberts] – “A pobreza global está caindo ou crescendo? Sabe-se que a desigualdade global vem aumentando rapidamente nas últimas décadas, mas muitos defensores do capitalismo se apressam para nos afirmar que, apesar disso, nunca estivemos melhor. Será mesmo?
  • Uma Economia Para os 99%relatório da Oxfam apresentando dados sobre a situação atual das desigualdades sociais; os mecanismos que as vêm reproduzindo e aprofundando mundo à fora; sobre como isso destrói qualquer possibilidade de democracia; e sobre possíveis medidas para superar esta situação;
  • Pikettyismos [Ladislau Dowbor] – “O livro de Thomas Piketty [documentando toda a trajetória da desigualdade no mundo desenvolvido desde o século XIX e provando que ela vem crescendo rapidamente nas últimas décadas, desde a virada para o Neoliberalismo] está nos fazendo refletir, não só na esquerda, mas em todo o espectro político. Cada um, naturalmente, digere os argumentos, e em particular a arquitetura teórica do volume, à sua maneira.”
  • ABCs do Socialismo
  • Por Que Socialismo? Albert Einstein explica, de maneira clara e objetiva, os problemas fundamentais que enxerga na sociedade capitalista e porque uma sociedade socialista poderia ser o caminho para superá-los.
  • Socialismo, Mercado, Planejamento e Democracia [Seth Ackerman, John Quiggin, Tyler Zimmer, Jeff Moniker, Matthijs Krul, HumanaEsfera] – “O socialismo promete a emancipação humana, com o alargamento da democracia e da racionalidade para a produção e distribuição de bens e serviços e o uso da tecnologia acumulada pela humanidade para a redução a um mínimo do trabalho necessário por cada pessoa, liberando seu tempo para o seu livre desenvolvimento. Como organizar uma economia socialista para realizar essas promessas?”
  • Votando Sob o Socialismo – [Peter Frase] Vai ser mais significativo – mas esperamos que não envolva assembleias sem-fim.
  • Democratizar Isso [Michal Rozworski] – “Os planos do Partido Trabalhista inglês para buscar modelos democráticos de propriedade são o aspecto mais radical do programa de Corbyn, e um dos mais radicais que temos visto na política dominante em muito tempo.”
  • Economia e Planejamento Soviéticos e as Lições na Queda – [Paul Cockshott e Allin Cottrel] “Desde os anos 90 temos sido bombardeados por relatos sobre como a queda da União Soviética seria uma prova definitiva da impossibilidade de qualquer forma de Economia Planejada racionalmente, de qualquer forma de Economia Socialista, de qualquer forma de Socialismo – e de que não existiria alternativa para organizar a produção e o consumo das sociedades humanas a não ser o Capitalismo de Livre-Mercado. Será mesmo?
  • Bancos, Finanças, Socialismo e Democracia – [Ladislau Dowbor, Nuno Teles e J. W. Mason] Os bancos são instituições centrais na articulação das atividades no sistema capitalista. Como essas instituições deixaram de cumprir suas funções básicas e passaram a estender seu domínio sobre toda a economia? Podemos ver o sistema financeiro como um ambiente “neutro” cujos resultados são os “naturais” gerados pelos “mercados”? Será que dividir os grandes bancos será o suficiente para resolver essa situação?
  • O Comunismo Não Passa de Um Sonho de Utopia? Só Funcionaria Com Pessoas Perfeitas? – [Terry Eagleton] “O Comunismo é apenas um sonho de ingenuidade, utopia e perfeição? Ele ignora a maldade e o egoísmo que estariam na essência da natureza humana? Um tal sistema precisaria que todos pensassem e agissem de uma única maneira, só poderia funcionar com pessoas perfeitas e harmoniosas como peças de relógio, nunca com os seres humanos diversos e falhos que realmente existem?”
  • Precisamos Dominá-la [Peter Frase] – “Nosso desafio é ver na tecnologia tanto os atuais instrumentos de controle dos empregadores quanto as precondições para uma sociedade pós-escassez.
  • Tecnologia e Estratégia Socialista [Paul Heidmann] – “Com poderosos movimentos de classe em sua retaguarda, a tecnologia pode prometer a emancipação do trabalho, ao invés de mais miséria.
  • Políticas Para Se ‘Arranjar Uma Vida’ [Peter Frase] – “O trabalho em uma sociedade capitalista é um fenômeno conflituoso e contraditório. Uma política para a classe trabalhadora tem de ser contra o trabalho, apelando para o prazer e o desejo, ao invés de sacrifício e auto-negação.
  • Todo Poder aos “Espaços de Fazedores” [Guy Rundle] – “A impressão 3-D em sua forma atual pode ser um retorno às obrigações enfadonhas do movimento “pequeno é belo”, mas tem o potencial para fazer muito mais.
  • Os Robôs Vão Tomar Seu Emprego? [Nick Srnicek e Alex Williams] – “Com a automação causando ou não uma devastação nos empregos, o futuro do trabalho sob o capitalismo parece cada vez mais sombrio. Precisamos agora olhar para horizontes pós-trabalho.”
  • Robôs e Inteligência Artificial: Utopia ou Distopia? [Michael Roberts] – “Diz muito sobre o momento atual que enquanto encaramos um futuro que pode se assemelhar ou com uma distopia hiper-capitalista ou com um paraíso socialista, a segunda opção não seja nem mencionada.”
  • Robôs, Crescimento e Desigualdade – Mesmo uma instituição como o FMIvem notando as tendências que a automação de empregos devem gerar nas próximas décadas, incluindo um crescimento vertiginoso da desigualdade social, e a necessidade de compartilhar a abundância prometida por essas inovações.
  • Automação e o ‘Fim do Trabalho’ na Mídia Internacional Dominante 
  • Como Vai Acabar o Capitalismo? – [Wolfgang Streeck] “O epílogo de um sistema em desmantêlo crônico: A legitimidade da ‘democracia’ capitalista se baseava na premissa de que os Estados eram capazes de intervir nos mercados e corrigir seus resultados, em favor dos cidadãos; hoje, as dúvidas sobre a compatibilidade entre uma economia capitalista e um sistema democrático voltaram com força total.”
  • Neoliberalismo, A Ideologia na Raiz de Nossos Problemas – [George Monbiot] “Crise financeira, desastre ambiental e mesmo a ascensão de Donald Trump – o Neoliberalismo,  a ideologia dominante no ‘Ocidente’ desde os anos 80, desempenhou seu papel em todos eles. Como surgiu e foi adotado pelas elites a ponto de tornar-se invisível e difuso? Por que a Esquerda fracassou até agora em enfrentá-lo?”
  • Desabamento Contínuo: Neoliberalismo Como Estágio da Crise Capitalista, Rendição Social-Democrata, Revolta Popular Recente e as Aberturas à Esquerda – [Robert Brenner] Na fase atual do neoliberalismo, o capitalismo não é mais capaz de garantir crescimento e desenvolvimento semelhantes aos estágios anteriores. Nem mesmo se mostra capaz de garantir condições de vida aos trabalhadores e, assim, assegurar seu apoio ao sistema – passando a depender cada vez mais do medo imposto sobre os mesmos sobre a perda de seus empregos, sobre o futuro, e sobre repressão – e despertando revolta de massa à Esquerda e à Direita. O que se segue é uma tentativa inicial e muito parcial de apresentar como entendemos o panorama político de hoje; uma série de suas características notáveis; as aberturas que se apresentam aos movimentos e à Esquerda; e os problemas que a Esquerda enfrenta.
  • O Projeto Socialista e a Classe Trabalhadora – [David Zachariah] “As pessoas na Esquerda estão unidas em seu objetivo de uma sociedade em que cada indivíduo encontre meios aproximadamente iguais para o pleno desenvolvimento de suas capacidades diversas. O que distingue os socialistas é o reconhecimento de que a forma específica como a sociedade está organizada para reproduzir a si mesma também reproduz grandes desigualdades sociais nos padrões de vida, emprego, condições de trabalho, saúde, educação, habitação, acesso à cultura, meios de desenvolvimento e frutos do trabalho social, etc.
  • O País Já Não é Meio Socialista? – Não, Socialismo não é só sobre mais governo – é sobre propriedade e controle democráticos.
  • Pelo Menos o Capitalismo é Livre e Democrático, Né? – Pode parecer que é assim, mas Liberdade e Democracia genuínas não são compatíveis com o Capitalismo.
  • O Socialismo Soa Bem na Teoria, Mas a Natureza Humana Não o Torna Impossível de Se Realizar? – “Nossa natureza compartilhada na verdade nos ajuda a construir e definir os valores de uma sociedade mais justa.”
  • Os Ricos Não Merecem Ficar Com a Maior Parte do Seu Dinheiro?“A riqueza é criada socialmente – a redistribuição apenas permite que mais pessoas aproveitem os frutos do seu trabalho.”
  • Os Socialistas Vão Levar Meus CDs do Calypso? – Socialistas querem um mundo sem Propriedade Privada, não Propriedade Pessoal. Você pode guardar seus discos.
  • O Socialismo Não Termina Sempre em Ditadura? – O Socialismo é muitas vezes misturado com autoritarismo. Mas historicamente, Socialistas tem estado entre os defensores mais convictos da Democracia.
  • O Socialismo Não É Só Um Conceito Ocidental?O Socialismo não é Eurocêntrico por que a lógica do Capital é universal – e a resistência a ela também.
  • E Sobre o Racismo? Os Socialistas Não Se Preocupam Só Com Classe?Na verdade acreditamos que a luta contra o Racismo é central para desfazer o poder da classe dominante. 
  • O Socialismo e o Feminismo Não Entram Às Vezes Em Conflito?Em última análise, os objetivos do Feminismo radical e do Socialismo são os mesmos – Justiça e Igualdade para todas as pessoas.
  • Um Mundo Socialista Não Significaria Só Uma Crise Ambiental Maior Ainda? – “Sob o Socialismo, nós tomaríamos decisões sobre o uso de recursos democraticamente, levando em consideração necessidades e valores humanos, ao invés da maximização dos lucros.
  • Os Socialistas São Pacifistas? Algumas Guerras Não São Justificadas?Socialistas querem erradicar a guerra por que ela é brutal e irracional. Mas nós pensamos que existe uma diferença entre a violência dos oprimidos e a dos opressores. 
  • Por Que os Socialistas Falam Tanto em Trabalhadores?Os trabalhadores estão no coração do sistema capitalista. E é por isso que eles estão no centro da política socialista. 
  • O Socialismo Vai Ser Chato? – “O Socialismo não é sobre induzir uma branda mediocridade. É sobre libertar o potencial criativo de todos.
  • Os Socialistas Querem Tornar Todos Iguais? Querem Acabar Com a Nossa Individualidade?
  • O Marxismo Está Ultrapassado? Ele Só Tinha Algo a Dizer Sobre a Inglaterra do Século XIX, e Olhe Lá?
  • O Marxismo é Uma Ideologia Assassina, Que Só Pode Gerar Miséria? – “O Marxismo é uma ideologia sanguinária e assassina, que só pode gerar miséria compartilhada? Socialismo significa falta de liberdade e uma economia falida?”
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